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sábado, 14 de abril de 2012
As falácias formais
1.3. Para a Lógica Aristotélica, as falácias formais a tratar serão a falácia do termo médio não-distribuído, a ilícita maior e a ilícita menor.
______
Falácia do termo médio não distribuído - O termo médio não está distribuído pelo menos numa das premissas (violando a regra 3, para os termos, segundo a qual 'o termo médio tem que estar distribuído pelo menos uma vez).
Falácia da ilícita maior - O termo maior está distribuído na conclusão, mas não o está na premissa maior (violando a regra 2, para os termos, segundo a qual 'nenhum termo pode estar distribuído na conclusão sem o estar nas premissas).
Falácia da ilícita menor - O termo menor está distribuído na conclusão, mas não o está na premissa menor (violando a regra 2, para os termos, segundo a qual 'nenhum termo pode estar distribuído na conclusão sem o estar nas premissas).
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Teste Intermédio 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
A Lógica Formal. Validade e Verdade
MÓDULO III – RACIONALIDADE ARGUMENTATIVA E FILOSOFIA
Unidade 1. Argumentação e lógica formal
1.1. Distinção validade - verdade
Dever-se-ão abordar as seguintes noções:
a) A lógica como disciplina que tem por objetivo a avaliação sistemática de
argumentos quanto à sua validade dedutiva;
b) A noção de argumento válido como aquele em que a conclusão é uma
consequência lógica das premissas tomadas em conjunto.
_____________
A Lógica Formal
A palavra "Lógica" deriva do termo grego logos (logos) que significa discurso ou razão, isto é, tudo o que se refere ao saber humano em ordem à conquista da verdade.
A Lógica pode considerar-se, quer como ciência, quer como arte. Como ciência, preocupa-se com as formas gerais do pensamento, como arte,apresenta-nos um conjunto de normas (ou regras) para pensar correctamente.
Os filósofos medievais definiram magnificamente a lógica como "a arte das artes" ou " a ciência das ciências". Vejamos em seguida algumas definições de lógica segundo um autor dos nossos dias:
- Ciência das formas válidas do pensamento.
- Estudo sistemático das formas ou procedimentos com os quais a razão elabora o saber.
- Ciência das operações da inteligência, orientadas para a conquista da verdade.
- Ciência das condições do pensamento correcto e do pensamento verdadeiro.
- Arte que orienta todo o acto racional de uma maneira ordenada e isenta de erro.
- Ciência que estuda as regras das operações racionais válidas e os processos utilizados pelas várias ciências em busca da verdade.
(Rui dos Anjos Dias, 1972: 8)
A Lógica pode dividir-se em:
- Lógica formal (teórica, pura ou dialéctica);
- Lógica material (aplicada, especial ou metodologia).
A Lógica formal interessa-se pelas formas mais gerais do pensamento – ideia, juízo e raciocínio – procurando que o pensamento seja coerente consigo mesmo. Por exemplo: como hoje é Sábado, e a seguir ao Sábado vem sempre o Domingo, então, amanhã será Domingo. Formalmente, este raciocínio é correcto, pois é coerente consigo mesmo. Entretanto, pode não A Lógica Formal
A palavra "Lógica" deriva do termo grego logos (logos) que significa discurso ou razão, isto é, tudo o que se refere ao saber humano em ordem à conquista da verdade.
A Lógica pode considerar-se, quer como ciência, quer como arte. Como ciência, preocupa-se com as formas gerais do pensamento, como arte,apresenta-nos um conjunto de normas (ou regras) para pensar correctamente.
Os filósofos medievais definiram magnificamente a lógica como "a arte das artes" ou " a ciência das ciências". Vejamos em seguida algumas definições de lógica segundo um autor dos nossos dias:
Ciência das formas válidas do pensamento.
Estudo sistemático das formas ou procedimentos com os quais a razão elabora o saber.
Ciência das operações da inteligência, orientadas para a conquista da verdade.
Ciência das condições do pensamento correcto e do pensamento verdadeiro.
Arte que orienta todo o acto racional de uma maneira ordenada e isenta de erro.
Ciência que estuda as regras das operações racionais válidas e os processos utilizados pelas várias ciências em busca da verdade.
(Rui dos Anjos Dias, 1972: 8)
A Lógica pode dividir-se em:
Lógica formal (teórica, pura ou dialéctica);
Lógica material (aplicada, especial ou metodologia).
A Lógica formal interessa-se pelas formas mais gerais do pensamento – ideia, juízo e raciocínio – procurando que o pensamento seja coerente consigo mesmo. Por exemplo: como hoje é Sábado, e a seguir ao Sábado vem sempre o Domingo, então, amanhã será Domingo. Formalmente, este raciocínio é correcto, pois é coerente consigo mesmo. Entretanto, pode não ser verdadeiro por engano daquele que o formulou ao equivocar-se no dia da semana: hoje pode não ser Sábado. No entanto, a correcção (formal) não implica a verdade (material) pelo que o raciocínio: Todos os homens são louros. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é louro é correcto mas não é verdadeiro.
A Lógica material trata das relações do pensamento com a realidade, isto é, estuda os métodos gerais das ciências em busca da verdade. Por exemplo: com hidrogénio e oxigénio, pode-se obter água. Logo, a água é um composto de hidrogénio e oxigénio. Neste caso, o raciocínio é, simultaneamente, correcto e verdadeiro, posto que é coerente consigo mesmo e está de acordo com a realidade.
A Lógica material trata das relações do pensamento com a realidade, isto é, estuda os métodos gerais das ciências em busca da verdade. Por exemplo: com hidrogénio e oxigénio, pode-se obter água. Logo, a água é um composto de hidrogénio e oxigénio. Neste caso, o raciocínio é, simultaneamente, correcto e verdadeiro, posto que é coerente consigo mesmo e está de acordo com a realidade.
A importância da lógica para a Filosofia
A lógica desempenha dois papéis na filosofia: clarifica o pensamento e ajuda a evitar erros de raciocínio. A filosofia ocupa-se de um conjunto de problemas. Os filósofos, ao longo da história, têm dado resposta a esses problemas, tentando solucioná-los. Para isso, apresentam teorias e argumentos. A lógica permite assumir uma posição crítica perante os problemas, as teorias e os argumentos da filosofia:
1. A lógica permite avaliar criticamente os problemas da filosofia. Se alguém quiser reflectir sobre o problema de saber por que razão a cor azul dos átomos verdes é tão estridente, o melhor a fazer é mostrar que se trata de um falso problema. Para isso são necessários bons argumentos; não basta afirmar que se trata de um falso problema.
2. A lógica permite avaliar criticamente as teorias dos filósofos. Será que uma dada teoria é plausível? Como poderemos defendê-la? Quais são os seus pontos fracos e quais são os seus pontos fortes? E porquê?
3. A lógica permite avaliar criticamente os argumentos dos filósofos. São esses argumentos bons? Ou são erros subtis de raciocínio? Ou baseiam-se em premissas tão discutíveis quanto as suas conclusões?
Desidério Murcho “O lugar da lógica na filosofia”, Plátano Editora
Texto copiado daqui.
Validade e solidez dos argumentos
Comecemos com o termo «válido». Na linguagem quotidiana, as pessoas falam de alguém ter uma opinião válida ou de ter afirmações válidas. No discurso filosófico, contudo, o termo «válido» não se aplica a opiniões, nem a frases, nem a ideias. O termo válido é exclusivamente reservado à avaliação de argumentos. Só os argumentos podem ser válidos. Apesar de contrariar uma forma de falar e de pensar, até aqui não há problemas de maior. Trata-se de respeitar a linguagem técnica própria de cada disciplina. Contudo, os problemas começam quando apresentamos exemplos de argumentos válidos tais como este:
Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia
O meu gato é uma fatia de queijo
Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia
Trata-se de um argumento completamente disparatado mas, apesar disso, do ponto de vista estritamente lógico, é um exemplo perfeito de argumento válido. O que se passa?
Definindo validade dedutiva
A validade é uma propriedade de argumentos bem construídos. No caso dos argumentos dedutivos - os mais usados em filosofia – a conclusão é apresentada como consequência necessária das premissas.
O que é intrigante para muitas pessoas é que um argumento pode ser válido mesmo que as suas premissas e conclusão sejam todas falsas. A validade é essencialmente uma característica da forma ou estrutura de um argumento. Por isso mesmo, no que respeita à validade, o conteúdo (a verdade ou a falsidade factual) das proposições que os compõem é irrelevante.
Consideremos a estrutura. O argumento que apresentámos sobre gatos, queijo e estudantes de filosofia é um exemplo de uma estrutura argumentativa com a forma:
Todos o A são B
(Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
C é A
(O meu gato é uma fatia de queijo)
Logo, C é B
(Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
No nosso exemplo, fatia de queijo é substituída por A e seres que são mais inteligentes do que qualquer estudante de filosofia é substituída por B.O meu gato é um termo substituído por C.
O que se deve notar é que não é preciso atribuir nenhum significado a estas variáveis para ver que este argumento temforma válida ou seja que é correcto. Sejam quais forem os termos que usemos para substituir aquelas variáveis a conclusão será sempre uma consequência necessária das premissas seconsiderarmos as premissas verdadeiras (embora não o sejam neste caso).A conclusão, correctamente obtida, só pode ser também verdadeira.
A noção de validade é neutral a respeito do conteúdo das proposições de um argumento. Não interessa qual é o conteúdo das proposições do argumento, não interessa o seu valor de verdade. Quando se trata da validade o que importa é a correcção lógica na ligação entre premissas e conclusão. O nosso exemplo é o de um argumento perfeitamente válido: se as suas premissas ridículas forem consideradas verdadeiras, a sua ridícula conclusão também terá de ser verdadeira porque da verdade (suposta ou factual) não pode logicamente derivar a falsidade. Que premissas e conclusão sejam ridículas não impede em nada que o argumento seja válido, bem construído.
Argumentos sólidos ou bons
É evidente que em filosofia, nas ciências e noutras áreas do saber pretendemos mais do que rigor lógico do pensamento. Queremos argumentos bons com premissas e conclusão de facto verdadeiras ou pelo menos muito credíveis.
Dizer que um argumento é válido não significa dizer que é sólido. Estamos perante um argumento sólido quando e só quando (1) o argumento é válido e (2) as premissas são de facto verdadeiras (e por conseguinte, a conclusão também é verdadeira). Podemos colocar esta explicação sob a forma de um argumento condicional. Dizer que um argumento é sólido é dizer duas coisas que podem ser entendidas como premissas:
1) Se as premissas do argumento são ditas verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira. (significa que o argumento é válido)
2) As premissas do argumento são de (facto) verdadeiras.
3) Por conseguinte a conclusão do argumento é verdadeira.
A importância da validade
Um argumento só é sólido se for válido mas ser válido não é suficiente para ser sólido. Um argumento para ser sólido tem de ser válido e também constituído por premissas de facto verdadeiras.
Apesar do que dissemos, há quem se interrogue sobre a grande importância atribuída à validade. No fim de contas, dirão alguns, um argumento válido pode ser absurdo no seu conteúdo e falso na sua conclusão. Na verdade, a solidez é o que realmente procuramos num argumento. Fixa, contudo, que a validade é um componente indispensável da solidez: não há solidez sem validade».
Baggini,Julian e S.Fosl,Peter, The philosopher’s toolkit,Blackwell,pp12-14.
Texto copiado daqui.
domingo, 18 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Cavalo de Guerra: uma obra-prima de Spielberg
É um filme portentoso, com uma fotografia magistralmente dirigida por Janusz Kaminski, que nos transporta para os campos de batalha da primeira guerra mundial e nos faz pensar na irracionalidade da guerra.
É mais do que um filme sobre um cavalo - é, antes e depois de tudo, um confronto com a nossa humanidade e com aquilo que faz de nós o que somos, humanos e animais, seres de partilha e de sofrimento, mas, também, seres capazes de reconhecimento, de ternura e compaixão.Por vezes os cavalos parecem mais humanos do que os homens e os homens, sempre iguais a si próprios, vivem a desumanidade da guerra como uma fatalidade sem remissão. E é no âmago desse inferno na terra que se descobre a espiritualidade da vida, humana, animal, tanto faz: porque o amor flui sem limites mesmo em tempos de fogo e de sangue.
O regresso a casa, tratado de forma simples, melodiosa, e esteticamente avassaladora. É esta a primeira impressão dum filme que nos transporta, ao longo das suas breves duas horas e meia, sobre o abismo que há entre o melhor e o pior de que os humanos são capazes. É o encontro com a inocência, representada pelo carácter indómito do cavalo que passa pela guerra sem ser da guerra, sem nunca estar em guerra, com uma integridade desarmante.
O melhor filme de Spielberg até hoje? Não é preciso exagerar, trata-se de uma obra-prima do realizador de Cor Púrpura, mais uma, única, incomparável.
Vale a pena vê-la no cinema.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Falácias. Falácias formais e informais
Falácias informais - teste intermédio / exame
- Petição de princípio
- Falso dilema
- Apelo à ignorância
- Ad hominem
- Derrapagem (ou “bola de neve”)
- Boneco de palha (ou "o espantalho")
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Demonstração e Argumentação
Demonstração e argumentação
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