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terça-feira, 13 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A Validade e a Verdade
Ficha 03 - A Validade e a Verdade - Ver Transferir (em pdf)
Validade e solidez dos argumentos
Comecemos com o termo «válido». Na linguagem quotidiana, as pessoas falam de alguém ter uma opinião válida ou de ter afirmações válidas. No discurso filosófico, contudo, o termo «válido» não se aplica a opiniões, nem a frases, nem a ideias. O termo válido é exclusivamente reservado à avaliação de argumentos. Só os argumentos podem ser válidos. Apesar de contrariar uma forma de falar e de pensar, até aqui não há problemas de maior. Trata-se de respeitar a linguagem técnica própria de cada disciplina. Contudo, os problemas começam quando apresentamos exemplos de argumentos válidos tais como este:
Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia
O meu gato é uma fatia de queijo
Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia
Trata-se de um argumento completamente disparatado mas, apesar disso, do ponto de vista estritamente lógico, é um exemplo perfeito de argumento válido. O que se passa?
Definindo validade dedutiva
A validade é uma propriedade de argumentos bem construídos. No caso dos argumentos dedutivos - os mais usados em filosofia – a conclusão é apresentada como consequência necessária das premissas.
O que é intrigante para muitas pessoas é que um argumento pode ser válido mesmo que as suas premissas e conclusão sejam todas falsas. A validade é essencialmente uma característica da forma ou estrutura de um argumento. Por isso mesmo, no que respeita à validade, o conteúdo (a verdade ou a falsidade factual) das proposições que os compõem é irrelevante.
Consideremos a estrutura. O argumento que apresentámos sobre gatos, queijo e estudantes de filosofia é um exemplo de uma estrutura argumentativa com a forma:
Todos o A são B
(Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
C é A
(O meu gato é uma fatia de queijo)
Logo, C é B
(Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
No nosso exemplo, fatia de queijo é substituída por A e seres que são mais inteligentes do que qualquer estudante de filosofia é substituída por B.O meu gato é um termo substituído por C.
O que se deve notar é que não é preciso atribuir nenhum significado a estas variáveis para ver que este argumento temforma válida ou seja que é correcto. Sejam quais forem os termos que usemos para substituir aquelas variáveis a conclusão será sempre uma consequência necessária das premissas seconsiderarmos as premissas verdadeiras (embora não o sejam neste caso).A conclusão, correctamente obtida, só pode ser também verdadeira.
A noção de validade é neutral a respeito do conteúdo das proposições de um argumento. Não interessa qual é o conteúdo das proposições do argumento, não interessa o seu valor de verdade. Quando se trata da validade o que importa é a correcção lógica na ligação entre premissas e conclusão. O nosso exemplo é o de um argumento perfeitamente válido: se as suas premissas ridículas forem consideradas verdadeiras, a sua ridícula conclusão também terá de ser verdadeira porque da verdade (suposta ou factual) não pode logicamente derivar a falsidade. Que premissas e conclusão sejam ridículas não impede em nada que o argumento seja válido, bem construído.
Argumentos sólidos ou bons
É evidente que em filosofia, nas ciências e noutras áreas do saber pretendemos mais do que rigor lógico do pensamento. Queremos argumentos bons com premissas e conclusão de facto verdadeiras ou pelo menos muito credíveis.
Dizer que um argumento é válido não significa dizer que é sólido. Estamos perante um argumento sólido quando e só quando (1) o argumento é válido e (2) as premissas são de facto verdadeiras (e por conseguinte, a conclusão também é verdadeira). Podemos colocar esta explicação sob a forma de um argumento condicional. Dizer que um argumento é sólido é dizer duas coisas que podem ser entendidas como premissas:
1) Se as premissas do argumento são ditas verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira. (significa que o argumento é válido)
2) As premissas do argumento são de (facto) verdadeiras.
3) Por conseguinte a conclusão do argumento é verdadeira.
A importância da validade
Um argumento só é sólido se for válido mas ser válido não é suficiente para ser sólido. Um argumento para ser sólido tem de ser válido e também constituído por premissas de facto verdadeiras.
Apesar do que dissemos, há quem se interrogue sobre a grande importância atribuída à validade. No fim de contas, dirão alguns, um argumento válido pode ser absurdo no seu conteúdo e falso na sua conclusão. Na verdade, a solidez é o que realmente procuramos num argumento. Fixa, contudo, que a validade é um componente indispensável da solidez: não há solidez sem validade».
Baggini,Julian e S.Fosl,Peter, The philosopher’s toolkit,Blackwell,pp12-14.
Texto copiado daqui.
domingo, 11 de outubro de 2015
Um Toque de Canela
O filme 'Um Toque de Canela', sendo sobre gastronomia não deixa de ser uma reflexão sobre o sentido da existência. O avô de Fanis, a personagem principal do filme, faz a ligação entre a palavra 'gastronomia' e a palavra 'astronomia' - a arte da cozinha, assente no sortilégio dos condimentos e da magia da combinação dos ingredientes e a ciência que estuda o universo, o cosmos, como os antigos gregos lhe chamaram, veem-se misturadas nos vários níveis em que o filme se desenrola. E aqui não é de estranhar que Fanis, o menino que aprende a cozinhar e se torna fanático da arte culinária, o jovem que se torna um cozinheiro virtuoso, acabe por se tornar num famoso astrofísico com uma grande reputação académica.
O astrónomo gastrónomo mostra-nos como o sentido da nossa vida se faz da interligação das pequenas coisas, misturadas na memória, mesmo quando estão separadas pelo tempo e pelo espaço, ambos relativos à forma como ligamos as nossas experiências dando-lhe um sentido único, ao mesmo tempo pessoal e universal - porque nunca somos desligados do todo, mesmo ínfimos, fazemos parte do universo imenso que mais parece um bailado que a tudo envolve, como nos é mostrado no final do filme quando Fanis regressa à loja do avô e se lembra da ligação entre as palavras mágicas que dão sentido ao filme, a gastronomia, representada pela farinha, o açúcar, os outros condimentos que Fanis dispõe sobre a mesa representado a Via Láctea, mostrando a ligação desses elementos primitivos da cozinha à astronomia. Ora a Via Láctea no seu nome tem um dos sabores mais universais - na realidade talvez o único que é verdadeiramente universal no que se refere à espécie humana, uma espécie de mamífero. Trata-se, como é óbvio, do leite. O outro sabor universal será o açúcar (o doce).
Estes sabores estão representados pelo seio que aparece em dois momentos fulcrais do filme, mostrando que os seres humanos buscam desde o berço o consolo do aleitamento e o contentamento da doçura, talvez por isso desde há milénios se fala da terra prometida como um lugar onde jorram o leite e o mel. E isto coloca-nos perante o problema da felicidade.
De facto este é um filme sobre a felicidade, sobre o sentido da existência e, também, sobre a forma como os seres humanos podem, dando sentido à sua vida, viver uma vida prazenteira e, ao mesmo tempo, repleta de significado.
______________
Atividade: Elaborar uma reflexão crítica sobre o filme.
Ficha sobre o filme 'Um Toque de Canela', em formato para ser impresso e passado à mão. Ver Transferir
Ficha sobre o filme 'Um Toque de Canela', em formato Word para ser processado no computador e enviado por email . Ver Transferir
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Ficha/modelo 01
Ficha/modelo01 - Ficha/modelo para elaboração de fichas de trabalho. Em formato Word para processar no computador. Ver Transferir
Ficha/modelo01 - Ficha/modelo para elaboração de fichas de trabalho. Em formato pdf para preencher à mão. Ver Transferir
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
O problema da Felicidade
A FELICIDADE É UM PROBLEMA FILOSÓFICO
____Atividades:____________________
1. De acordo com o texto, o que é uma teoria filosófica? (deve responder por palavras suas, não se deve limitar a transcrever passagens do texto).
2. Porque é que a felicidade é um problema filosófico? Justifique.
3. Elabore um mapa conceptual interpretativo do texto.
1. A felicidade é um valor racional que se fundamenta em sentimentos de ordem e equilíbrio e em vivências harmónicas de carácter psíquico e social. Não em estados eufóricos e jubilosos momentâneos.
2. Só uma teoria filosófica pode responder à questão de saber o que é a felicidade, ou seja, apenas uma teoria argumentativa coerente e coesa, de carácter universal, vinculando todos os homens e todas as sociedades, pode dar conta de saber o que é a felicidade, não para este ou aquele, para esta ou aquela organização social, mas para a totalidade da humanidade.
3. Não para este ou aquele tempo, mas para o todo evolutivo da humanidade. Do mesmo modo, só a filosofia se encontra capacitada - pela própria natureza dos seus estudos e pelo seu alcance universal, reflector ao homem de todos os tempos, isto é, da humanidade - a integrar este conceito numa visão universal do homem. Uma ética humana, racional, não religiosa.
4. A felicidade é, assim, um problema filosófico, não de sociologia ou economia, ciências que teorizam aspectos parcelares da atividade humana, muito menos de ciência política, que teoriza os modos de organização do Estado com o objectivo de evitar um maior mal no seio da sociedade, e não a forma de generalização da felicidade entre os cidadãos.
5. A felicidade não é também um conceito da psicologia. A psicologia tem como objecto de estudo o comportamento, a mente e a personalidade individuais. A felicidade é um sentimento universal e complexo, que supera a experiência individual e conjuntural e se eleva a um estatuto de universalidade antropológica.
6. A psicologia responde à questão sobre a felicidade a partir da situação de ciência concreta, limitada ao tempo e aos estudos do psicólogo e ao espaço da pesquisa científica - ambos condicionados pelo atual modo de pensar individualista e hedonista.
7. A psicologia evidencia o que o homem é empiricamente falando, como age e reage a estímulos, como se comporta face a obstáculos e se organiza individual e socialmente, tendo em conta as suas necessidades e e as instituições sociais em que se integra.
8. A felicidade, mais do que um desejo, uma motivação, como limitadamente a explica a psicologia, é um valor racional, uma aspiração ideal, sentimentos racionalidade complexos, cruzamento de inúmeros estímulos, emoções, desejos, necessidades, atravessando simultaneamente todos os conceitos da psicologia e desta transbordando para a filosofia, único estudo que possui a cultura do passado e a visão geral para a definir como conceito central da ética. Neste sentido, para além dos estudos feitos pela psicologia (inquéritos circunstanciais sobre o que um número limitado de indivíduos, focalizados num tempo e num espaço particulares, pensa ser a felicidade), a felicidade estabelece o sentido último unificante de todos os estudos de psicologia, a todos enlaçando de um modo substancial, isto é, filosófico.
9. A felicidade é, assim, um conceito central da Ética, porventura superior, já que estabelece e orienta a prática do Bem. Deste modo, enquanto conceito supremo da vida ética, todos os outros se lhe submetem: o amor-próprio, o dever moral, o bem quotidiano, a liberdade, a justiça, a forma ética de vida...
10. Neste sentido, a felicidade consiste no estado racional e sentimental superior da existência, reitor último e causa primeira dos comportamentos avulsos. Todos os nossos passos se orientam para a aquisição do estado de felicidade e dela só desistimos quando, por experiência quotidiana, constatamos não haver possibilidade de a conquistarmos ou atingirmos.
Miguel Real, Nova Teoria da Felicidade, Publicações D. Quixote, Alfragide, 2013, pp.25-28.
1. De acordo com o texto, o que é uma teoria filosófica? (deve responder por palavras suas, não se deve limitar a transcrever passagens do texto).
2. Porque é que a felicidade é um problema filosófico? Justifique.
3. Elabore um mapa conceptual interpretativo do texto.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
O que é a Lógica?
A validade formal e a validade material
Texto 1
Ao raciocínio corresponde, na linguagem, o argumento. “Um argumento é um complexo formado por um conjunto de proposições. À proposição ou conjunto de proposições que suporta(m) a conclusão chamamos premissa(s). À proposição que se infere da premissa ou conjunto de premissas denominamos conclusão. A relação que se estabelece entre premissa e conclusão é, pois, de justificação: as premissas apoiam a conclusão e estabelecem as razões para que as aceitemos.” IBIDEM, p.20.
Texto 1
O Homem coloca questões a si mesmo acerca da sua capacidade de conhecer e de interpretar o mundo e reflete sobre o seu próprio pensamento. Esta reflexão acerca da possibilidade de um pensamento correto insere-se na lógica, ramo da Filosofia que estuda as condições de possibilidade de um discurso (pensamento) válido.
O objectivo da Lógica é a coerência do discurso. Diz-se que este é coerente quando tem validade formal.
A validade formal refere-se à correção do encadeamento de um discurso; quer dizer, se este é ou não lícito, lógico. A validade material é o que normalmente designamos como verdade, ou seja, se o conteúdo, a matéria a que se refere o discurso, está em conformidade com a realidade (a verdade é definida desde a antiguidade como a adequação do pensamento à realidade).
Se um discurso for válido formalmente, teremos depois que verificar se este é ou não válido materialmente. Se o discurso não for válido formalmente, é imediatamente considerado errado, não é aceite, pois não pode ter validade material se não tem validade formal. Esta verifica-se pelas leis da lógica, que se apresentam a seguir.
Exemplo:
“Ouviu-se o som da campainha porque ninguém tocou”.
Esta proposição é inválida formalmente, pelo que nem faz sentido pensar se ela é verdadeira ou falsa, é imediatamente excluída.
Isto significa que os nossos pensamentos têm uma forma lógica: os atos do pensamento têm uma estruturação formal que é independente do seu conteúdo. Assim, os atos do pensamento do mesmo tipo têm a mesma forma lógica, embora possam ser diferentes do ponto de vista da matéria: é o que acontece na nossa linguagem natural (na nossa língua), o mesmo tipo de frase possui a mesma estrutura, mas o conteúdo das frases pode ser muito diverso sem que exista aí alguma inconsistência.
A lógica trata da validade formal, da coerência, e, por isso, é tão importante. Podemos estabelecer aqui uma analogia com a linguagem: a lógica trata, por assim dizer, da gramática do pensamento.
A lógica faz uma reflexão acerca da regras do pensamento, que todos nós usamos, mas das quais podemos nem sequer ter consciência.
Existe uma lógica espontânea, pela qual qualquer pessoa, ao pensar, usa as leis do pensamento. Estas nascem com o ser humano, são naturais em nós. Mas como não são conscientes nem reflectidas, embora as usemos, podemos cair no erro.
Pela lógica científica há uma reflexão acerca do uso dessas mesmas leis, da possibilidade de erro do pensamento humano e das suas condições de validade; assim, evita-se a ocorrência da falha lógica, da incongruência.
A lógica assenta em três princípios básicos formulados por Aristóteles, filósofo da Grécia Antiga, considerado o pai da lógica:
O Princípio da Identidade, que enuncia que uma coisa é o que é, ou seja, o que é, é; o que não é, não é.
O Princípio da Não Contradição enuncia que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, ou seja, algo não pode ser verdadeiro e falso ao mesmo tempo.
O Princípio do Terceiro Excluído, que enuncia que uma coisa ou é ou não é, não havendo uma terceira hipótese. Uma proposição ou é verdadeira ou falsa, não há uma terceira hipótese.
Estes princípios são complementares e solidários, ou seja, cada um completa os outros e não faz sentido sem os outros.
A lógica tem também instrumentos: são eles o conceito, o juízo e o raciocínio.
O conceito é a unidade mínima do pensamento. Conceitos são ideias, representações mentais, por exemplo, a ideia que temos da realidade "árvore", "casa", entre tantas outras. Quando alguém diz a palavra "árvore", nós sabemos a que realidade a pessoa se está a referir, porque temos a ideia de árvore na cabeça, não é necessário que ela nos aponte uma árvore. O mesmo acontece com "casa". Nós temos um mundo inteiro de conceitos na nossa cabeça.
Os seres humanos constroem conceitos através do processo de abstração. Assim, a partir da observação de muitos objetos, por exemplo as árvores, reúno na cabeça apenas as características comuns a todas as árvores, como ter tronco e folhagem.
Deste modo, quando vir um qualquer exemplar que nunca tenha visto, vai-me ser possível ver que se trata de uma árvore.
Na linguagem, o correspondente ao conceito é o termo. O termo é a expressão simbólica de um conceito (diz-se que o conceito é denotado através de um termo). Por isso, o significado de um termo (na linguagem natural, das palavras) é sempre um conceito. Normalmente as palavras têm mais do que um significado (a isso se chama polissemia), por isso em filosofia e nas ciências a definição dos termos (conceitos) é muito importante para que não haja ambiguidades no discurso.
Quando estabeleço mentalmente uma relação entre conceitos, obtenho um juízo.
Então o juízo é uma operação em que a um conceito, que é sujeito, eu atribuo um outro conceito, que é predicado, através do verbo ser (ou de outro verbo que seja mais adequado), que é a cópula que vai ligar os dois conceitos. Por exemplo: "Esta árvore é bela." “Árvore é o sujeito; “Bela”, o predicado e “é”, a cópula.
Na linguagem, ao juízo corresponde a proposição. “As proposições são frases indicativas ou declarativas suscetíveis de serem encaradas como verdadeiras ou falsas.” Manual Clube das Ideias, p.20.
Finalmente, temos o terceiro instrumento lógico do pensamento, que é o raciocínio. Neste, a partir da relação entre dois ou mais juízos, obtém-se um novo, a que se chama conclusão. Então um raciocínio consiste em juízos logicamente ordenados, que, pela relação que se estabelece entre si, nos permitem obter um juízo novo.
Ao raciocínio corresponde, na linguagem, o argumento. “Um argumento é um complexo formado por um conjunto de proposições. À proposição ou conjunto de proposições que suporta(m) a conclusão chamamos premissa(s). À proposição que se infere da premissa ou conjunto de premissas denominamos conclusão. A relação que se estabelece entre premissa e conclusão é, pois, de justificação: as premissas apoiam a conclusão e estabelecem as razões para que as aceitemos.” IBIDEM, p.20.
www.edusurfa.pt/
Texto 2
Síntese:
Um Pensamento tem Validade Material (verdade) quando o seu conteúdo está conforme à realidade.
Um Pensamento tem Validade Formal quando os elementos que o constituem se apresentam coerentes entre si, sem contradição ou incompatibilidade, ou seja, quando obedecem aos princípios lógicos.
O Pensamento para ser verdadeiro (válido em termos materiais) tem de possuir validade formal.
À lógica diz respeito a validade formal do pensamento. Ela pode dispensar a questão da adequação à realidade exterior.
As ciências trabalham sobretudo com a validade material pois a Ciência procura 'explicar' com rigor, adequadamente, o real que nos circunda.
Mas como a verdade implica a validade formal, então as ciências tomam a Lógica como auxílio, quer no processo da investigação científica propriamente dita, quer na exposição/comunicação das suas 'verdades' científicas - teorias ou Leis.
Portanto, a Lógica pode ser usada como uma disciplina em si mesma, por si mesma, mas também como um útil instrumento de auxílio para as ciências e outros saberes.
http://esbclubefilosofia.blogspot.com
Texto 3
A importância da lógica para a Filosofia
A lógica desempenha dois papéis na filosofia: clarifica o pensamento e ajuda a evitar erros de raciocínio. A filosofia ocupa-se de um conjunto de problemas. Os filósofos, ao longo da história, têm dado resposta a esses problemas, tentando solucioná-los. Para isso, apresentam teorias e argumentos. A lógica permite assumir uma posição crítica perante os problemas, as teorias e os argumentos da filosofia:
1. A lógica permite avaliar criticamente os problemas da filosofia. Se alguém quiser refletir sobre o problema de saber por que razão a cor azul dos átomos verdes é tão estridente, o melhor a fazer é mostrar que se trata de um falso problema. Para isso são necessários bons argumentos; não basta afirmar que se trata de um falso problema.
2. A lógica permite avaliar criticamente as teorias dos filósofos. Será que uma dada teoria é plausível? Como poderemos defendê-la? Quais são os seus pontos fracos e quais são os seus pontos fortes? E porquê?
3. A lógica permite avaliar criticamente os argumentos dos filósofos. São esses argumentos bons? Ou são erros subtis de raciocínio? Ou baseiam-se em premissas tão discutíveis quanto as suas conclusões?
A lógica representa para a filosofia o que o laboratório representa para o cientista empírico: é o palco onde as ideias se testam e avaliam criticamente. Sem esta atitude crítica não há atitude filosófica. Logo, sem lógica não pode haver uma verdadeira atitude filosófica.
Desidério Murcho “O lugar da lógica na filosofia”, Plátano Editora
Actividades:
1. Defina 'validade formal'.
2. Defina 'validade material'.
3. Defina 'verdade'.
4. Esclareça a relação entre a validade material e a validade formal.
5. Enuncie os instrumentos lógicos.
6. Quais são os princípios lógicos?
7. Explique porque é que a seguinte informação é inválida em termos formais:
«Ouviu-se o som da campainha porque ninguém tocou».
8. Defina 'conceito'.
9. Defina 'juízo'.
10. Defina 'raciocínio'.
11. Como é que se formam os conceitos?
12. Relacione os seguintes grupos de conceitos:
a) Conceito; Juízo; Raciocínio.
b) Termo; proposição; Argumento.
13. O que é a 'lógica espontânea'?
14. O que distingue a lógica espontânea da lógica científica?
15. Explique o sentido da seguinte afirmação: “[A Lógica] pode dispensar a questão da adequação à realidade exterior”.
16. Porque é que “as ciências tomam a Lógica como auxílio, quer no processo da investigação científica propriamente dita, quer na exposição/comunicação das suas 'verdades' científicas - teorias ou Leis”?
17. Construa um mapa conceptual dos textos desta ficha.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Introdução à Lógica - A Razão
Nota: o Documento 03 a que se refere esta apresentação é a Ficha 01:
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Ficha 01
A Razão e as bases do conhecimento racional
Introdução à Lógica
Baixar a ficha (em formato PDF)
A Razão e as bases do conhecimento racional
Introdução à Lógica
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Texto 1 - Os vários sentidos da palavra razão
Na nossa vida quotidiana usamos a palavra razão em muitos sentidos. Dizemos, por exemplo, “eu estou com a razão”, ou “ele não tem razão”, para significar que nos sentimos seguros de alguma coisa ou que sabemos com certeza alguma coisa. Também dizemos que, num momento de fúria ou de desespero, “alguém perde a razão”, como se a razão fosse alguma coisa que se pode ter ou não ter, possuir e perder, ou recuperar, como na frase: “Agora ela está lúcida, recuperou a razão”.
Dizemos também frases como: “Se você me disser as suas razões, sou capaz de fazer o que me pede”, querendo dizer com isso que queremos ouvir os motivos que alguém tem para querer ou fazer alguma coisa. Fazemos perguntas como: “Qual a razão disso?”, querendo saber qual a causa de alguma coisa e, nesse caso, a razão parece ser alguma propriedade que as próprias coisas teriam, já que teriam uma causa.
Assim, usamos “razão” para nos referirmos a “motivos” de alguém, e também para nos referirmos a “causas” de alguma coisa, de modo que tanto nós quanto as coisas parecemos dotados de “razão”, mas em sentido diferente.
Esses poucos exemplos já nos mostram quantos sentidos diferentes a palavra razão possui: certeza, lucidez, motivo, causa. E todos esses sentidos encontram-se presentes na Filosofia.
Por identificar razão e certeza, a Filosofia afirma que a verdade é racional; por identificar razão e lucidez (não ficar ou não estar louco), a Filosofia chama a nossa razão ‘luz’ e ‘luz natural’; por identificar razão e motivo, por considerar que sempre agimos e falamos movidos por motivos, a Filosofia afirma que somos seres racionais e que a nossa vontade é racional; por identificar razão e causa e por julgar que a realidade opera de acordo com relações causais, a Filosofia afirma que a realidade é racional.
/.../
Também elogiamos as ciências, dizendo que elas manifestam o “progresso da razão”. Aqui, a razão é colocada como capacidade puramente intelectual para conseguir o conhecimento verdadeiro da Natureza, da sociedade, da História e isto é considerado algo bom, positivo, um “progresso”.
Por ser considerado um “progresso”, o conhecimento científico é visto como se realizando no tempo e como dotado de continuidade, de tal modo que a razão é concebida como temporal também, isto é, como capaz de aumentar os seus conteúdos e as suas capacidades através dos tempos.
Algumas vezes ouvimos um professor dizer a outro: “O João trouxe um trabalho irracional; era um caos, uma confusão. Incompreensível. Já o trabalho da Manuela era uma beleza: claro, compreensível, racional”. Aqui, a razão, ou racional, significa clareza das ideias, ordem, resultado de esforço intelectual ou da inteligência, seguindo normas e regras de pensamento e de linguagem.
Todos esses sentidos constituem a nossa ideia de razão. Nós consideramo-la a consciência moral que observa as paixões, orienta a vontade e oferece finalidades éticas para a ação. Nós vemo-la como atividade intelectual de conhecimento da realidade natural, social, psicológica, histórica. Nós concebemo-la segundo o ideal da clareza, da ordenação e do rigor e precisão dos pensamentos e das palavras.
Para muitos filósofos, porém, a razão não é apenas a capacidade moral e intelectual dos seres humanos, mas também uma propriedade ou qualidade primordial das próprias coisas, existindo na própria realidade. Para esses filósofos, a nossa razão pode conhecer a realidade (Natureza, sociedade, História) porque ela é racional em si mesma.
Fala-se, portanto, em razão objetiva (a realidade é racional em si mesma) e em razão subjetiva (a razão é uma capacidade intelectual e moral dos seres humanos). A razão objetiva é a afirmação de que o objeto do conhecimento ou a realidade é racional; a razão subjetiva é a afirmação de que o sujeito do conhecimento e da ação é racional. Para muitos filósofos, a Filosofia é o momento do encontro, do acordo e da harmonia entre as duas ‘razões’ ou racionalidades.
Texto 2 - Origem da palavra razão
Na cultura da chamada civilização ocidental, a palavra razão origina-se de duas fontes: a palavra latina ratio e a palavra grega logos. Essas duas palavras são substantivos derivados de dois verbos que têm um sentido muito parecido em latim e em grego.
Logos vem do verbo legein, que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular. Ratio vem do verbo reor, que quer dizer: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.
O que fazemos quando medimos, juntamos, separamos, contamos e calculamos? Pensamos de um modo ordenado. E que meios usamos para essas ações? Usamos palavras (mesmo quando usamos números estamos a usar palavras, sobretudo os gregos e os romanos, que usavam letras para indicar números).
Por isso, logos, ratio ou razão significam pensar e falar ordenadamente, com medida e proporção, com clareza e de modo compreensível para outros. Assim, na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são. A razão é uma maneira de organizar a realidade pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.
Marilena Chauí
http://cristianofilosofia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1388944761
(Consulta: 24/09/2013)
Texto 3 - Os princípios lógicos da razão
Desde os seus começos, a Filosofia considerou que a razão opera seguindo certos princípios que ela própria estabelece e que estão em concordância com a realidade, mesmo quando os empregamos sem os conhecer explicitamente. Ou seja, o conhecimento racional obedece a certas regras ou leis fundamentais, que respeitamos até mesmo quando não conhecemos diretamente quais são e o que são. Nós respeitamo-las porque somos seres racionais e porque são princípios que garantem que a realidade é racional e que a nossa razão funciona de forma coerente.
O Princípio da identidade, cujo enunciado pode parecer surpreendente: “A é A” ou “Qualquer objecto é igual a si próprio”. O princípio da identidade é a condição do pensamento e sem ele não podemos pensar. Ele afirma que uma coisa, seja ela qual for (um ser da Natureza, uma figura geométrica, um ser humano, uma obra de arte, uma ação), só pode ser conhecida e pensada se for percebida e conservada com a sua identidade.
Por exemplo, depois que um matemático definir o triângulo como figura de três lados e de três ângulos, não só nenhuma outra figura que não tenha esse número de lados e de ângulos poderá ser chamada de triângulo como também todos os teoremas e problemas que o matemático demonstrar sobre o triângulo, só poderão ser demonstrados se, a cada vez que ele disser “triângulo”, soubermos a qual ser ou a qual coisa ele se está a referir. O princípio da identidade é a condição para que definamos os conceitos que representam as coisas e possamos conhecê-las a partir das suas definições.
O Princípio da não-contradição, cujo enunciado é: “A é A e é impossível que seja, ao mesmo tempo e na mesma relação, não-A”; "um objeto não pode ser e não ser ao mesmo tempo e segundo uma mesma perspectiva; uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e segundo uma mesma perspectiva".
Assim, é impossível que a árvore que está diante de mim seja e não seja uma figueira; que o cão da Filomena seja e não seja branco; que o triângulo tenha e não tenha três lados e três ângulos; que o homem seja e não seja mortal; que o vermelho seja e não seja vermelho, etc.
Sem o princípio da não-contradição, o princípio da identidade não poderia funcionar. O princípio da não-contradição afirma que uma coisa ou uma ideia que se negam a si mesmas se autodestroem, desaparecem, deixam de existir. Afirma, também, que as coisas e as ideias contraditórias são impensáveis e impossíveis.


O Princípio do terceiro-excluído, cujo enunciado é: “Ou A é x ou é y e não há terceira possibilidade”; "uma coisa é ou não é, não há uma terceira alternativa"; " uma proposição é verdadeira ou falsa, não há uma terceira possibilidade". Por exemplo: “Ou este homem é Sócrates ou não é Sócrates”; “Ou faremos a guerra ou faremos a paz”. Este princípio define a decisão de um dilema - “ou isto ou aquilo” - e exige que apenas uma das alternativas seja verdadeira.
O Princípio da razão suficiente, que afirma que tudo o que existe e tudo o que acontece tem uma razão (causa ou motivo) para existir ou para acontecer, e que tal razão (causa ou motivo) pode ser conhecida pela nossa razão. O princípio da razão suficiente costuma ser chamado ‘princípio da causalidade’ para indicar que a razão afirma a existência de relações ou conexões internas entre as coisas, entre factos, ou entre ações e acontecimentos. Pode ser enunciado da seguinte maneira: “Dado A, necessariamente se dará B”. E também: “Dado B, necessariamente houve A”.
Isso não significa que a razão não admita o acaso ou ações e factos acidentais, mas sim que ela procura, mesmo para o acaso e para o acidente, uma causa.
Pelo que foi exposto, podemos observar que os princípios da razão apresentam algumas características importantes:
- não possuem um conteúdo determinado, pois são formais: indicam como as coisas devem ser e como devemos pensar, mas não nos dizem quais coisas são, nem quais os conteúdos que devemos ou vamos pensar;
- possuem uma vigência universal, isto é, onde houver razão (nos seres humanos e nas coisas, nos factos e nos acontecimentos), em todo o tempo e em todo lugar, tais princípios são verdadeiros e são aplicados por todos (os humanos/os seres racionais) e obedecidos por todos (coisas, factos, acontecimentos);
- são necessários, isto é, indispensáveis para o pensamento e para a vontade, indispensáveis para as coisas, os factos e os acontecimentos. Indicam que algo é assim e não pode ser de outra maneira. Necessário significa: é impossível que não seja dessa maneira e que pudesse ser de outra.
Marilena Chaui
http://cristianofilosofia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1388944761
(Consulta: 24/09/2013)
Atividades:
- Elabore um mapa conceptual que incorpore os conceitos explorados nos textos desta ficha.
Etiquetas:
Lógica,
Princípios Lógicos da Razão;,
Razão
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
Matriz teste 6
Nota: neste teste é obrigatório o uso de folha de teste.
Seja original e crítico nas suas respostas.
Deve desenvolver as suas respostas!
Esclarecimento de dúvidas por email
(até 24 horas antes do teste - deve indicar o nome, nº. e turma)
Objectivos / Conteúdos:
1. Explicitar as principais objeções de Rawls ao utilitarismo;
2. Definir o conceito de justiça;
3. Explorar o problema da justiça;
4. Explorar o problema da justificação do Estado;
29. Construir argumentações sólidas.
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Seja original e crítico nas suas respostas.
Deve desenvolver as suas respostas!
Este teste terá a seguinte estrutura:
Grupo I
Neste grupo os alunos poderão escolher um dos seguintes cenários:
Cenário 1: 10 questões de escolha múltipla.
Cenário 2: 1 questão de desenvolvimento sobre a arte e a estética.
Grupo II
1 questão de desenvolvimento sobre a teoria da justiça de Rawls.
(Poderá haver 2 questões, uma de resposta curta e outra de desenvolvimento).
Grupo III
2 questões de desenvolvimento que envolverão o comentário de obras de arte:
Numa das questões será pedida a análise de uma obra de arte a partir das teorias essencialistas.
A última questão consistirá na interpretação de uma obra de arte.
Esclarecimento de dúvidas por email
(até 24 horas antes do teste - deve indicar o nome, nº. e turma)
Objectivos / Conteúdos:
1. Explicitar as principais objeções de Rawls ao utilitarismo;
2. Definir o conceito de justiça;
3. Explorar o problema da justiça;
4. Explorar o problema da justificação do Estado;
6. Explicar a teoria da justiça como equidade (J. Rawls);
7. Explicitar os princípio da teoria da justiça de Rawls: princípio da liberdade igual; princípio da diferença; princípio da oportunidade justa;
8. Explicar a relação entre os princípios: o carácter prioritário do princípio da liberdade igual;
9. Relacionar a teoria de Rawls com as éticas deontológicas e as éticas teleológicas (confrontar Rawls com Kant e Stuart Mill);
10. Interpretar o filme 'Equilibrium'.
11. Compreender a importância das sensações;
12. Compreender a importância das emoções;
13. Relacionar os conceitos de emoção, sentimento e afeto;
14. Reconhecer que a dimensão emocional é muito importante na experiência estética;
15. Definir a experiência estética;
16. Definir o juízo estético;
17. Explicar o subjetivismo estético;
18. Explicar o objetivismo estético;
19. Analisar a arte tendo em conta a articulação entre o artista, a obra de arte e o espectador;
20. Definir a estética tendo em conta os principais momentos da sua história: teoria do belo, teoria do gosto e filosofia da arte;
21. Definir o prazer estético;
22. Caracterizar o gosto estético;
23. Problematizar a arte, tendo em conta a sua relação com a nossa vida;
24. Compreender as teorias estéticas essencialistas: a arte como imitação, a arte como expressão e a arte como forma significante;
25. Interpretar obras de arte;
26. Relacionar a filosofia (a atitude filosófica) com a arte;
27. Colocar problemas de forma pertinente;
28. Identificar problemas, teses e argumentos;7. Explicitar os princípio da teoria da justiça de Rawls: princípio da liberdade igual; princípio da diferença; princípio da oportunidade justa;
8. Explicar a relação entre os princípios: o carácter prioritário do princípio da liberdade igual;
9. Relacionar a teoria de Rawls com as éticas deontológicas e as éticas teleológicas (confrontar Rawls com Kant e Stuart Mill);
10. Interpretar o filme 'Equilibrium'.
11. Compreender a importância das sensações;
12. Compreender a importância das emoções;
13. Relacionar os conceitos de emoção, sentimento e afeto;
14. Reconhecer que a dimensão emocional é muito importante na experiência estética;
15. Definir a experiência estética;
16. Definir o juízo estético;
17. Explicar o subjetivismo estético;
18. Explicar o objetivismo estético;
19. Analisar a arte tendo em conta a articulação entre o artista, a obra de arte e o espectador;
20. Definir a estética tendo em conta os principais momentos da sua história: teoria do belo, teoria do gosto e filosofia da arte;
21. Definir o prazer estético;
22. Caracterizar o gosto estético;
23. Problematizar a arte, tendo em conta a sua relação com a nossa vida;
24. Compreender as teorias estéticas essencialistas: a arte como imitação, a arte como expressão e a arte como forma significante;
25. Interpretar obras de arte;
26. Relacionar a filosofia (a atitude filosófica) com a arte;
27. Colocar problemas de forma pertinente;
29. Construir argumentações sólidas.
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Matrizes de teste,
Testes,
Testes 10º Ano
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