terça-feira, 17 de abril de 2012

Falácias Informais



2.2. O discurso argumentativo – principais tipos de argumentos e falácias informais, deverão ser abordados os critérios para avaliar argumentos indutivos, por analogia e de autoridade. Deverão ser abordadas também as seguintes falácias informais: 
a) Petição de princípio;
b) falso dilema;
c) apelo à ignorância.
d) ad hominem; 
e) derrapagem (ou “bola de neve”);
 f) boneco de palha. 
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a) Falácia da petição de princípio – A verdade da conclusão é pressuposta pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais subtis, a premissa é uma consequência da conclusão.
Exemplos:
  1. Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.
  2. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia.)

b) Falso dilema - É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de facto há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador "ou". Pôr as questões ou opiniões em termos de "ou sim ou sopas" gera, com frequência (mas nem sempre), esta falácia.

Exemplos:
  • Ou concordas comigo ou não. (Porque se pode concordar parcialmente.)
  • Reduz-te ao silêncio ou aceita o país que temos. (Porque uma pessoa tem o direito de denunciar o que entender.)
  • Ou votas no Silveira ou será a desgraça nacional. (Porque os outros candidatos podem não ser assim tão maus.)
  • Uma pessoa ou é boa ou é má. (Porque muitas pessoas são apenas parcialmente boas.)
c) Apelo à ignorância -Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro. (Isto é um caso especial do falso dilema, já que presume que todas as proposições têm de ser realmente conhecidas como verdadeiras ou falsas). Mas, como Davis escreve, "A falta de prova não é uma prova." (p. 59)
Exemplos:
  • Os fantasmas existem! Já provaste que não existem?
  • Como os cientistas não podem provar que se vai dar uma guerra global, ela provavelmente não ocorrerá.
  • Fred disse que era mais esperto do que Jill, mas não o provou. Portanto, isso deve ser falso.
d) Ad Hominem (ataques pessoais)Ataca-se a pessoa que apresentou um argumento e não o argumento que apresentou. A falácia ad hominem assume muitas formas. Ataca, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a raça ou a religião da pessoa. Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa, por ter algo tem algo a ganhar com o argumento, é movida pelo interesse. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias.
Há três formas maiores da falácia ad hominem:
  1. Ad hominem (abusivo): em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca pessoa que a proferiu.
  2. Ad hominem (circunstancial): em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
  3. Tu quoque: esta forma de ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz.
Exemplos:
  1. Podes dizer que Deus não existe mas estás apenas a seguir a moda (ad hominem abusivo).
  2. É natural que o ministro diga que essa política fiscal é boa porque ele não será atingido por ela (ad hominem circunstancial).
  3. Podemos passar por alto as afirmações de Simplício porque ele é patrocinado pela indústria da madeira (ad hominem circunstancial).
  4. Dizes que eu não devo beber, mas não estás sóbrio faz mais de um ano (tu quoque).
e) Derrapagem (bola de neve)Para mostrar que uma proposição, P, é inaceitável, extraem-se consequências inaceitáveis de P e consequências das consequências... O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos "se... então..." que constituem o todo do argumento.

Exemplos:
  • Se aprovamos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas, e então começaremos a restringir todos os nossos direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas.
  • Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
  • Se eu abrir uma excepção para ti, terei de abrir excepções para todos.
f) Boneco de palha (espantalho)O argumentador, em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco ou tendenciosamente interpretado. Infelizmente é uma das "técnicas" de argumentação mais usadas.
Exemplos:
  1. As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.
  2. Devemos manter o recrutamento obrigatório. As pessoas não querem o fazer o serviço militar porque não lhes convém. Mas devem reconhecer que há coisas mais importantes do que a conveniência.

sábado, 14 de abril de 2012

As falácias formais




1.3. Para a Lógica Aristotélica, as falácias formais a tratar serão a falácia do termo médio não-distribuído, a ilícita maior e a ilícita menor.
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Falácia do termo médio não distribuído - O termo médio não está distribuído pelo menos numa das premissas (violando a regra 3, para os termos, segundo a qual 'o termo médio tem que estar distribuído pelo menos uma vez).

Falácia da ilícita maior - O termo maior está distribuído na conclusão, mas não o está na premissa maior (violando a  regra 2, para os termos, segundo a qual 'nenhum termo pode estar distribuído na conclusão sem o estar nas premissas).

Falácia da ilícita menor - O termo menor está distribuído na conclusão, mas não o está na premissa menor (violando a  regra 2, para os termos, segundo a qual 'nenhum termo pode estar distribuído na conclusão sem o estar nas premissas).

Formas de inferência válida, para a Lógica Aristotélica


Teste intermédio: A Teoria do Silogismo

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Lógica Formal. Validade e Verdade



MÓDULO III – RACIONALIDADE ARGUMENTATIVA E FILOSOFIA
Unidade 1. Argumentação e lógica formal
1.1. Distinção validade - verdade

Dever-se-ão abordar as seguintes noções:
a) A lógica como disciplina que tem por objetivo a avaliação sistemática de
argumentos quanto à sua validade dedutiva;
b) A noção de argumento válido como aquele em que a conclusão é uma
consequência lógica das premissas tomadas em conjunto.
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A Lógica Formal

A palavra "Lógica" deriva do termo grego logos (logos) que significa discurso ou razão, isto é, tudo o que se refere ao saber humano em ordem à conquista da verdade.

        A Lógica  pode considerar-se, quer como ciência, quer como arte. Como ciência, preocupa-se com as formas gerais do pensamento, como arte,apresenta-nos um conjunto de normas (ou regras) para pensar correctamente.

        Os filósofos medievais definiram magnificamente a lógica como "a arte das artes" ou " a ciência das ciências". Vejamos em seguida algumas definições de lógica segundo um autor dos nossos dias:

  • Ciência das formas válidas do pensamento.
  • Estudo sistemático das formas ou procedimentos com os quais a razão elabora o saber.
  • Ciência das operações da inteligência, orientadas para a conquista da verdade.
  • Ciência das condições do pensamento correcto e do pensamento verdadeiro.
  • Arte que orienta todo o acto racional de uma maneira ordenada e isenta de erro.
  • Ciência que estuda as regras das operações racionais válidas e os processos utilizados pelas várias ciências em busca da verdade.

(Rui dos Anjos Dias, 1972: 8)
         A   Lógica  pode  dividir-se  em:
  • Lógica formal (teórica, pura ou dialéctica);
  • Lógica material (aplicada, especial ou metodologia).
        A Lógica formal interessa-se pelas formas mais gerais do pensamento – ideia, juízo e raciocínio – procurando que o pensamento seja coerente consigo mesmo. Por exemplo: como hoje é Sábado, e a seguir ao Sábado vem sempre o Domingo, então, amanhã será Domingo. Formalmente, este raciocínio é correcto, pois é coerente consigo mesmo. Entretanto, pode não A Lógica Formal
A palavra "Lógica" deriva do termo grego logos (logos) que significa discurso ou razão, isto é, tudo o que se refere ao saber humano em ordem à conquista da verdade.
        A Lógica  pode considerar-se, quer como ciência, quer como arte. Como ciência, preocupa-se com as formas gerais do pensamento, como arte,apresenta-nos um conjunto de normas (ou regras) para pensar correctamente.
        Os filósofos medievais definiram magnificamente a lógica como "a arte das artes" ou " a ciência das ciências". Vejamos em seguida algumas definições de lógica segundo um autor dos nossos dias:
Ciência das formas válidas do pensamento.
Estudo sistemático das formas ou procedimentos com os quais a razão elabora o saber.
Ciência das operações da inteligência, orientadas para a conquista da verdade.
Ciência das condições do pensamento correcto e do pensamento verdadeiro.
Arte que orienta todo o acto racional de uma maneira ordenada e isenta de erro.
Ciência que estuda as regras das operações racionais válidas e os processos utilizados pelas várias ciências em busca da verdade.
(Rui dos Anjos Dias, 1972: 8)
         A   Lógica  pode  dividir-se  em:
Lógica formal (teórica, pura ou dialéctica);
Lógica material (aplicada, especial ou metodologia).
        A Lógica formal interessa-se pelas formas mais gerais do pensamento – ideia, juízo e raciocínio – procurando que o pensamento seja coerente consigo mesmo. Por exemplo: como hoje é Sábado, e a seguir ao Sábado vem sempre o Domingo, então, amanhã será Domingo. Formalmente, este raciocínio é correcto, pois é coerente consigo mesmo. Entretanto, pode não ser verdadeiro por engano daquele que o formulou ao equivocar-se no dia da semana: hoje pode não ser Sábado. No entanto, a correcção (formal) não implica a verdade (material) pelo que o raciocínio: Todos os homens são louros. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é louro é correcto mas não é verdadeiro.
        A Lógica material trata das relações do pensamento com a realidade, isto é, estuda os métodos gerais das ciências em busca da verdade. Por exemplo: com hidrogénio e oxigénio, pode-se obter água. Logo, a água é um composto de hidrogénio e oxigénio. Neste caso, o raciocínio é, simultaneamente, correcto e verdadeiro, posto que é coerente consigo mesmo e está de acordo com a realidade.

ser verdadeiro por engano daquele que o formulou ao equivocar-se no dia da semana: hoje pode não ser Sábado. No entanto, a correcção (formal) não implica a verdade (material) pelo que o raciocínio: Todos os homens são louros. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é louro é correcto mas não é verdadeiro.

        A Lógica material trata das relações do pensamento com a realidade, isto é, estuda os métodos gerais das ciências em busca da verdade. Por exemplo: com hidrogénio e oxigénio, pode-se obter água. Logo, a água é um composto de hidrogénio e oxigénio. Neste caso, o raciocínio é, simultaneamente, correcto e verdadeiro, posto que é coerente consigo mesmo e está de acordo com a realidade.


A importância da lógica para a Filosofia
A lógica desempenha dois papéis na filosofia: clarifica o pensamento e ajuda a evitar erros de raciocínio. A filosofia ocupa-se de um conjunto de problemas. Os filósofos, ao longo da história, têm dado resposta a esses problemas, tentando solucioná-los. Para isso, apresentam teorias e argumentos. A lógica permite assumir uma posição crítica perante os problemas, as teorias e os argumentos da filosofia:
1. A lógica permite avaliar criticamente os problemas da filosofia. Se alguém quiser reflectir sobre o problema de saber por que razão a cor azul dos átomos verdes é tão estridente, o melhor a fazer é mostrar que se trata de um falso problema. Para isso são necessários bons argumentos; não basta afirmar que se trata de um falso problema.
2. A lógica permite avaliar criticamente as teorias dos filósofos. Será que uma dada teoria é plausível? Como poderemos defendê-la? Quais são os seus pontos fracos e quais são os seus pontos fortes? E porquê?

3. A lógica permite avaliar criticamente os argumentos dos filósofos. São esses argumentos bons? Ou são erros subtis de raciocínio? Ou baseiam-se em premissas tão discutíveis quanto as suas conclusões?


A lógica representa para a filosofia o que o laboratório representa para o cientista empírico: é o palco onde as ideias se testam e avaliam criticamente. Sem esta atitude crítica não há atitude filosófica. Logo, sem lógica não pode haver uma verdadeira atitude filosófica.
Desidério Murcho “O lugar da lógica na filosofia”, Plátano Editora
Texto copiado daqui.



Validade e solidez dos argumentos
Comecemos com o termo «válido». Na linguagem quotidiana, as pessoas falam de alguém ter uma opinião válida ou de ter afirmações válidas. No discurso filosófico, contudo, o termo «válido» não se aplica a opiniões, nem a frases, nem a ideias. O termo válido é exclusivamente reservado à avaliação de argumentos. Só os argumentos podem ser válidos. Apesar de contrariar uma forma de falar e de pensar, até aqui não há problemas de maior. Trata-se de respeitar a linguagem técnica própria de cada disciplina. Contudo, os problemas começam quando apresentamos exemplos de argumentos válidos tais como este:
Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia
O meu gato é uma fatia de queijo
Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia
Trata-se de um argumento completamente disparatado mas, apesar disso, do ponto de vista estritamente lógico, é um exemplo perfeito de argumento válido. O que se passa?

Definindo validade dedutiva
A validade é uma propriedade de argumentos bem construídos. No caso dos argumentos dedutivos - os mais usados em filosofia – a conclusão é apresentada como consequência necessária das premissas.
O que é intrigante para muitas pessoas é que um argumento pode ser válido mesmo que as suas premissas e conclusão sejam todas falsas. A validade é essencialmente uma característica da forma ou estrutura de um argumento. Por isso mesmo, no que respeita à validade, o conteúdo (a verdade ou a falsidade factual) das proposições que os compõem é irrelevante.
Consideremos a estrutura. O argumento que apresentámos sobre gatos, queijo e estudantes de filosofia é um exemplo de uma estrutura argumentativa com a forma:
Todos o A são B
(Qualquer fatia de queijo é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
C é A
(O meu gato é uma fatia de queijo)
Logo, C é B
(Logo, o meu gato é mais inteligente do que um estudante de filosofia)
 No nosso exemplo, fatia de queijo é substituída por A e seres que são mais inteligentes do que qualquer estudante de filosofia é substituída por B.O meu gato é um termo substituído por C.
O que se deve notar é que não é preciso atribuir nenhum significado a estas variáveis para ver que este argumento temforma válida ou seja que é correcto. Sejam quais forem os termos que usemos para substituir aquelas variáveis a conclusão será sempre uma consequência necessária das premissas seconsiderarmos as premissas verdadeiras (embora não o sejam neste caso).A conclusão, correctamente obtida, só pode ser também verdadeira.
A noção de validade é neutral a respeito do conteúdo das proposições de um argumento. Não interessa qual é o conteúdo das proposições do argumento, não interessa o seu valor de verdade. Quando se trata da validade o que importa é a correcção lógica na ligação entre premissas e conclusão. O nosso exemplo é o de um argumento perfeitamente válido: se as suas premissas ridículas forem consideradas verdadeiras, a sua ridícula conclusão também terá de ser verdadeira porque da verdade (suposta ou factual) não pode logicamente derivar a falsidade. Que premissas e conclusão sejam ridículas não impede em nada que o argumento seja válido, bem construído. 



Argumentos sólidos ou bons
É evidente que em filosofia, nas ciências e noutras áreas do saber pretendemos mais do que rigor lógico do pensamento. Queremos argumentos bons com premissas e conclusão de facto verdadeiras ou pelo menos muito credíveis.
Dizer que um argumento é válido não significa dizer que é sólido. Estamos perante um argumento sólido quando e só quando (1) o argumento é válido e (2) as premissas são de facto verdadeiras (e por conseguinte, a conclusão também é verdadeira). Podemos colocar esta explicação sob a forma de um argumento condicional. Dizer que um argumento é sólido é dizer duas coisas que podem ser entendidas como premissas:
1)      Se as premissas do argumento são ditas verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira. (significa que o argumento é válido)
2)      As premissas do argumento são de (facto) verdadeiras.
3)      Por conseguinte a conclusão do argumento é verdadeira.


A importância da validade

Um argumento só é sólido se for válido mas ser válido não é suficiente para ser sólido. Um argumento para ser sólido tem de ser válido e também constituído por premissas de facto verdadeiras.
Apesar do que dissemos, há quem se interrogue sobre a grande importância atribuída à validade. No fim de contas, dirão alguns, um argumento válido pode ser absurdo no seu conteúdo e falso na sua conclusão. Na verdade, a solidez é o que realmente procuramos num argumento. Fixa, contudo, que a validade é um componente indispensável da solidez: não há solidez sem validade».
Baggini,Julian e S.Fosl,Peter, The philosopher’s toolkit,Blackwell,pp12-14.
Texto copiado daqui.



quinta-feira, 1 de março de 2012

Cavalo de Guerra: uma obra-prima de Spielberg





É um filme portentoso, com uma fotografia magistralmente dirigida por Janusz Kaminski, que nos transporta para os campos de batalha da primeira guerra mundial e nos faz pensar na irracionalidade da guerra.
É mais do que um filme sobre um cavalo - é, antes e depois de tudo, um confronto com a nossa humanidade e com aquilo que faz de nós o que somos, humanos e animais, seres de partilha e de sofrimento, mas, também, seres capazes de reconhecimento, de ternura e compaixão.
Por vezes os cavalos parecem mais humanos do que os homens e os homens, sempre iguais a si próprios, vivem a desumanidade da guerra como uma fatalidade sem remissão. E é no âmago desse inferno na terra que se descobre a espiritualidade da vida, humana, animal, tanto faz: porque o amor flui sem limites mesmo em tempos de fogo e de sangue.
O regresso a casa, tratado de forma simples, melodiosa, e esteticamente avassaladora. É esta a primeira impressão dum filme que nos transporta, ao longo das suas breves duas horas e meia, sobre o abismo que há entre o melhor e o pior de que os humanos são capazes. É o encontro com a inocência, representada pelo carácter indómito do cavalo que passa pela guerra sem ser da guerra, sem nunca estar em guerra, com uma integridade desarmante.
O melhor filme de Spielberg até hoje? Não é preciso exagerar, trata-se de uma obra-prima do realizador de Cor Púrpura, mais uma, única, incomparável. 
Vale a pena vê-la no cinema. 

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Falácias. Falácias formais e informais



Falácias informais - teste intermédio / exame
  • Petição de princípio
  • Falso dilema
  • Apelo à ignorância
  • Ad hominem
  • Derrapagem (ou “bola de neve”)
  • Boneco de palha (ou "o espantalho")

As falácias informais

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