terça-feira, 28 de novembro de 2017

Noções básicas de lógica para o 10º ano


Os elementos lógicos do pensamento (e do discurso)


São três os elementos lógicos do pensamento: o conceito, a proposição e o argumento.

Os conceitos dão representações mentais de objetos ou classes de objetos (tudo o que pode ser conhecido é um objeto – podemos considerar que os objetos são elementos da realidade, encarada como o conjunto de tudo o que existe).

As proposições são frases declarativas . Uma frase declarativa é um enunciado verbal que diz algo sobre a realidade (que afirma ou nega algo sobre um elemento da realidade). Por isso as frases declarativas podem ser verdadeiras ou falsas. De facto, só as frases declarativas podem ter valor de verdade. Por exemplo, as frases interrogativas (‘Esta sala é grande?’) ou as frases imperativas (‘dá-me isso!’) não podem ter valor de verdade.
As proposições são, portanto, a expressão de um juízo. O juízo é um ato mental em que relacionamos dois conceitos, através de uma afirmação ou de uma negação. Por exemplo:
                     ‘O João é Inglês’.
                    ‘Esta sala mede 20 metros quadrados’.
                    ‘O Benfica ganhou mais campeonatos do que o Sporting’.

Um argumento é um raciocínio que é composto por duas ou mais proposições. Uma das proposições é a conclusão, que é o ponto de chegada do argumento, é, por isso, a tese que se procura provar através do argumento.
A conclusão é derivada de uma ou mais proposições, a que chamamos premissas. As premissas são proposições que sustentam a conclusão. Se queremos defender uma tese (opinião) temos que a justificar usando premissas verdadeiras (e com força persuasiva).

A identificação das premissas e da conclusão faz parte dos procedimentos que permitem detetar se um argumento está ou não bem construído.

Identificadores de Premissas


Quando analisamos um argumento, devemos separar, de forma bem visível, as premissas e a conclusão:
se …
dado que…
pela razão de que …
porque …
pois que …
atendendo a que …
pelo facto de …
como …


     
       Todos os homens são mortais
       Sócrates é homem__________
       Logo, Sócrates é mortal



      Todos os piratas são criminosos
      Todos os criminosos lesam a sociedade
      Todos os indivíduos que lesam a sociedade devem ser presos
________________________________________
      Logo, Todos os piratas devem ser presos
Identificadores de Conclusão


então …
logo …
daqui se infere …
portanto …
assim …
por isso …
verifica-se …
consequentemente



























A validade e a verdade


A validade é uma característica dos argumentos.
Um argumento válido é um raciocínio que está bem estruturado (em termos formais), ou seja, que não viola nenhuma regra lógica. Por exemplo, se um argumento contiver uma contradição, será inválido, o mesmo acontece se a conclusão não se seguir das premissas.
Os argumentos são válidos ou inválidos, a verdade não é uma propriedade dos argumentos.

A verdade é uma característica das proposições.
Uma proposição é verdadeira se estiver de acordo com a realidade, é falsa se estiver em contradição com a realidade.


Os Princípios Lógicos da Razão:

1.     Princípio da Identidade:
i. ‘Cada objeto é igual a si próprio.’
ii. ‘Cada proposição é equivalente a si mesma.’

2.     Princípio da não-contradição:
i. ‘Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspetiva.’
ii. ‘Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspetiva.’

3.     Princípio do terceiro excluído:
i.’Uma coisa é ou não é, não há uma terceira hipótese.’
             ii. ‘Uma proposição é verdadeira ou falsa, não há uma terceira hipótese’.

4.     Princípio da Razão Suficiente:
i.’Tudo o que acontece tem uma causa’.
ii.’Nada acontece sem razão’.
iii.’Tudo o que acontece pode ser explicado racionalmente’.


Argumentos sólidos:

São argumentos válidos que têm as premissas verdadeiras que, por essa razão, garantem a verdade da conclusão (ou permitem sustentar um alto grau de probabilidade da conclusão ser verdadeira).
Nas nossas argumentações devemos procurar construir argumentos sólidos.


Critérios para analisar a solidez dos argumentos:

·    Os argumentos têm que ter uma ou mais premissas e uma conclusão.

·    A conclusão deve ser derivada das premissas.

·   O argumento tem que estar bem estruturado (deve estar de acordo com os princípios lógicos).

·   As premissas devem ser verdadeiras.

·   Se as premissas forem verdadeiras a conclusão não pode ser falsa (mesmo que se descubram posteriormente factos que ponham em causa a verdade da conclusão ou de alguma das premissas, no momento em que o argumento é formulado nenhuma das proposições que o compõem pode ser falsa).





quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Problematizar

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Matriz do teste 5

Nota: neste teste é obrigatório o uso de folha de teste.


Esclarecimento de dúvidas por email (clicar aqui)
(até 24 horas antes do teste - deve indicar o nome, nº. e turma)

Objectivos / Conteúdos:
(Os objetivos sublinhados têm hiperligação)
1. Definir o conceito de moral;
2. Definir o conceito de ética;              
3. Distinguir a ética da moral;
4. Compreender a natureza das normas morais;
5. Usar a Razão como critério de deliberação moral na análise ética de situações;
6. Definir o relativismo moral;
7. Compreender que o relativismo moral é eticamente insustentável;
8. Compreender a ética como uma fundamentação racional da ação moral;
9. Definir e distinguir a ética deontológica e a ética teleológica;
10. Compreender a ética deontológica de Kant;
11. Compreender o imperativo categórico como critério moral racional;
12. Compreender a universalização (universalizibilidade) como a base de aplicação do imperativo categórico;
13. Reconhecer e aplicar as duas versões do imperativo categórico;
14. Distinguir entre autonomia e heteronomia;
15. Compreender a pessoa como fim em si mesmo;
16. Distinguir agir por dever e agir conforme ao (ou em conformidade com) o dever;
17. Analisar criticamente a ética deontológica de Kant, atendendo às suas possíveis limitações;
21. Explicitar as principais objeções de Rawls ao utilitarismo;
22. Compreender a natureza das normas jurídicas;
23. Distinguir as normas morais das normas jurídicas;
24. Definir o conceito de justiça;
25. Explorar o problema da justiça;
26. Explorar o problema da justificação do Estado;
30. Explicitar os princípio da teoria da justiça de Rawls: princípio da liberdade igual; princípio da diferença; princípio da justa igualdade de oportunidades (ou princípio da oportunidade justa);
31. Definir a estética, tendo em conta os problemas que coloca;
32. Explicar a experiência estética e os juízos estéticos (a sua origem);
33.Confrontar o objetivismo estético com o subjetivismo estético;
34. Explicar as teorias essencialistas sobre a arte: a teoria da arte como imitação; a teoria da arte como expressão e a teoria da arte como forma significante.
35. Analisar as vantagens e as desvantagens de cada uma das três teorias estéticas sobre a arte;
36. Interpretar obras de arte de acordo com as teorias estéticas estudadas.
35. Colocar problemas de forma pertinente;
36. Identificar problemas, teses e argumentos;
37. Construir argumentações sólidas;
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Conteúdos das aulas:








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Recursos:



TESTE MODELO DE PREPARAÇÃO DO TESTE 5
(Este teste modelo não tem questões sobre a estética).




Vídeo:


Rawls - os princípios da justiça e o véu da ignorância:







Mapas conceptuais:
(Clicar nas imagens para aumentar)