terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ficha formativa 1






Podes fazer o download da ficha e processá-la no computador (podes redimensionar as caixas de texto e as tabelas):

Ficha Formativa 1

Muito importante: se realizares a ficha em formato digital, podes enviá-la para o seguinte endereço de correio eletrónico: espanto.info@gmail.com  - Até às 23:59h do dia da entrega (o dia da última aula antes do teste).

Materiais necessários à realização da ficha:

Como descobrir os pressupostos das nossas opiniões

Noções básicas de lógica para o 10º ano

Para procurar as definições dos conceitos:
Dicionário de Filosofia

Ficha- exemplo:
Analisa esta ficha para saberes como responder à ficha formativa 1




1.    Descobre os pressupostos da seguinte tese:

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A.    “Os seres humanos são criadores do seu destino”.
____________________
1.     Os seres humanos têm um destino.
2.     Existem seres que são capazes de criar o seu destino.
3.     Os seres humanos são criadores do seu destino.
4.     Os seres humanos são os únicos criadores do seu destino.
5.     Os seres humanos possuem liberdade (livre-arbítrio).
6.     Os seres humanos usam a sua liberdade para criarem o seu destino.

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7.     O livre-arbítrio permite aos seres humanos a tomada de decisões sobre o seu destino.
_____________________

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1.1.  Faz uma lista dos conceitos presentes na tese e dos seus pressupostos e procura uma definição clara e rigorosa para cada um dos conceitos:

Conceitos
Definição
Ser humano






Destino




Criador




Liberdade













Livre-arbítrio




“O homem é um animal racional – esta é a definição de homem que Aristóteles deu na antiguidade. A racionalidade pressupõe a capacidade de fazer escolhas e de tomar decisões (liberdade/livre-arbítrio).

O destino é o sentido da existência de algo (neste caso, do ser humano). Tem um destino é ter uma consciência com sentido (com significado/coerência).

Um criador é um ser que tem a capacidade de idealizar algo (projetar) e de realizá-lo. Também se pode assumir um criador como alguém que dá sentido a algo.

“[...] pode ser entendida em dois sentidos. A liberdade negativa consiste na ausência de coerção. Neste sentido, um indivíduo é livre desde que ninguém o force a agir ou o proíba de agir de certa maneira. A liberdade positiva consiste num controlo efetivo da própria vida. Um alcoólico, por exemplo, tem liberdade negativa caso ninguém o obrigue a beber, mas ainda assim não tem liberdade positiva.” Dicionário Escolar de Filosofia.

O livre-arbítrio é a nossa capacidade de fazermos escolhas e tomarmos decisões. É uma das dimensões da liberdade: se somos livres podemos fazer escolhas, podemos decidir o curso da nossa ação.




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1.2.  Com base na tese e nos seus pressupostos, coloca o máximo de questões filosóficas que conseguires (deves ter em conta as definições dos conceitos).
______________________
1.     Os seres humanos têm um destino?
2.     O que é destino?
3.     O destino dos seres humanos depende de si mesmos ou de algo de exterior?
3.1. Os seres humanos são criadores do seu destino?
3.2. Os seres humanos são os únicos criadores do seu destino?
4. Os seres humanos possuem liberdade (livre-arbítrio)?
5. Os seres humanos usam a liberdade para criarem o seu destino?
6. Há fatores (não dependentes da liberdade) que condicionam a criação do destino?
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7. O livre-arbítrio permite aos seres humanos a tomada de decisões sobre o seu destino?
______________________________

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1.1.  Escolhe a questão que te pareça mais importante e elabora um argumento forte com quatro premissas que responda a essa questão.

         Os seres racionais têm a capacidade de avaliar e de fazer escolhas (livre-arbítrio)
          Os seres racionais agem de acordo com as suas decisões
          Fazer escolhas e agir de acordo com elas é ser livre
          Os seres humanos são seres racionais    
        _______________________________________________________________________
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       Logo, os seres humanos possuem liberdade


Texto 1

“Apenas atribuímos liberdade aos seres conscientes.
Se, por exemplo, alguém construir um robô que cremos ser completamente inconsciente, nunca sentiríamos qualquer inclinação a dizer que ele é livre. Mesmo se achássemos o seu comportamento aleatório e impredizível, não diríamos que atua livremente no sentido em que pensamos a nós mesmos como agindo livremente. Se, por outro lado, alguém construir um robô acerca do qual nos convencemos de que tem consciência, tal como nós temos, então seria pelo menos uma questão aberta de se este robô tinha liberdade da vontade ou não.” John Searle
http://filosofarliberta.blogspot.pt/2012/04/teste-intermedio-argumentacao.html

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2.    Identifica o problema central do texto:
___________________________
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     O que é necessário para um ser poder ser considerado como livre?
     _______________________________

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2.1. Identifica a tese central do texto:
____________________________
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    Só atribuímos a liberdade a seres conscientes.
    ________________________________

-->     2.2. Analisa a tese central do texto e apresenta os seus pressupostos:
    ____________________________
1.     É possível que existam seres livres.
2.     Existem seres conscientes.
3.     Os seres livres têm que ser conscientes.
4.     Um ser consciente pode ter liberdade.
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5.     Os seres inconscientes não podem ser livres.
______________________________

2.3.  Faz uma lista dos conceitos presentes na tese e dos seus pressupostos e procura uma definição clara e rigorosa para cada um dos conceitos:

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Conceitos
Definição
Consciência



















Liberdade



“Consciência é o termo que significa conhecimento, percepção[...]. Também pode revelar a noção dos estímulos à volta de um indivíduo que confirmam a sua existência. Por esse motivo se costuma dizer que quem está desmaiado ou em coma está inconsciente.
A consciência também está relacionada com o sentido de moralidade e de dever, pois é a noção das próprias ações ou sentimentos internos no momento em que essas ações são executadas. A consciência pode ser relativa a uma experiência, problemas, experiências ou situações. Por exemplo: Ele estava completamente viciado, mas não tinha consciência disso.”


Ver o quadro da resposta à questão 1.1.

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2.4.  Identifica o argumento que sustenta a tese central do texto e apresenta-o de forma a que se se possa visualizar as premissas e a conclusão:

Não consideramos como livres os seres completamente inconscientes (como no exemplo do robô)
Não atribuímos a liberdade a seres completamente inconscientes com um comportamento aleatório e impredizível
Em relação a um robô com uma consciência semelhante à nossa poderíamos admitir a possibilidade de ser livre
______________________________________________________________________
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       Logo,  só atribuímos a liberdade a seres conscientes

--> 2.5. Esse argumento é forte? Justifica a tua resposta com base nos critérios para analisar a solidez dos argumentos.

Este argumento tem três premissas e uma conclusão.
A conclusão é derivada das premissas: apesar da terceira premissa não ser taxativa quanto à atribuição da liberdade a um robô com uma consciência semelhante à nossa, as duas primeiras premissas permitem sustentar a conclusão, uma vez que eliminam a hipótese de se poder atribuir a liberdade a seres completamente inconscientes.
O argumento não viola os princípios lógicos (identidade, não-contradição e terceiro excluído).
As premissas são verdadeiras, pelo menos se não alterarmos a definição dos conceitos de consciência e de liberdade.
-->
A conclusão não é falsa (está de acordo com os pressupostos que sustentam a verdade das premissas).

Noções básicas de lógica para o 10º ano


Os elementos lógicos do pensamento (e do discurso)


São três os elementos lógicos do pensamento: o conceito, a proposição e o argumento.

Os conceitos dão representações mentais de objetos ou classes de objetos (tudo o que pode ser conhecido é um objeto – podemos considerar que os objetos são elementos da realidade, encarada como o conjunto de tudo o que existe).

As proposições são frases declarativas . Uma frase declarativa é um enunciado verbal que diz algo sobre a realidade (que afirma ou nega algo sobre um elemento da realidade). Por isso as frases declarativas podem ser verdadeiras ou falsas. De facto, só as frases declarativas podem ter valor de verdade. Por exemplo, as frases interrogativas (‘Esta sala é grande?’) ou as frases imperativas (‘dá-me isso!’) não podem ter valor de verdade.
As proposições são, portanto, a expressão de um juízo. O juízo é um ato mental em que relacionamos dois conceitos, através de uma afirmação ou de uma negação. Por exemplo:
                     ‘O João é Inglês’.
                    ‘Esta sala mede 20 metros quadrados’.
                    ‘O Benfica ganhou mais campeonatos do que o Sporting’.

Um argumento é um raciocínio que é composto por duas ou mais proposições. Uma das proposições é a conclusão, que é o ponto de chegada do argumento, é, por isso, a tese que se procura provar através do argumento.
A conclusão é derivada de uma ou mais proposições, a que chamamos premissas. As premissas são proposições que sustentam a conclusão. Se queremos defender uma tese (opinião) temos que a justificar usando premissas verdadeiras (e com força persuasiva).

A identificação das premissas e da conclusão faz parte dos procedimentos que permitem detetar se um argumento está ou não bem construído.

Identificadores de Premissas


Quando analisamos um argumento, devemos separar, de forma bem visível, as premissas e a conclusão:
se …
dado que…
pela razão de que …
porque …
pois que …
atendendo a que …
pelo facto de …
como …


     
       Todos os homens são mortais
       Sócrates é homem__________
       Logo, Sócrates é mortal



      Todos os piratas são criminosos
      Todos os criminosos lesam a sociedade
      Todos os indivíduos que lesam a sociedade devem ser presos
________________________________________
      Logo, Todos os piratas devem ser presos
Identificadores de Conclusão


então …
logo …
daqui se infere …
portanto …
assim …
por isso …
verifica-se …
consequentemente



























A validade e a verdade


A validade é uma característica dos argumentos.
Um argumento válido é um raciocínio que está bem estruturado (em termos formais), ou seja, que não viola nenhuma regra lógica. Por exemplo, se um argumento contiver uma contradição, será inválido, o mesmo acontece se a conclusão não se seguir das premissas.
Os argumentos são válidos ou inválidos, a verdade não é uma propriedade dos argumentos.

A verdade é uma característica das proposições.
Uma proposição é verdadeira se estiver de acordo com a realidade, é falsa se estiver em contradição com a realidade.


Os Princípios Lógicos da Razão:

1.     Princípio da Identidade:
i. ‘Cada objeto é igual a si próprio.’
ii. ‘Cada proposição é equivalente a si mesma.’

2.     Princípio da não-contradição:
i. ‘Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspetiva.’
ii. ‘Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspetiva.’

3.     Princípio do terceiro excluído:
i.’Uma coisa é ou não é, não há uma terceira hipótese.’
             ii. ‘Uma proposição é verdadeira ou falsa, não há uma terceira hipótese’.

4.     Princípio da Razão Suficiente:
i.’Tudo o que acontece tem uma causa’.
ii.’Nada acontece sem razão’.
iii.’Tudo o que acontece pode ser explicado racionalmente’.


Argumentos sólidos:

São argumentos válidos que têm as premissas verdadeiras que, por essa razão, garantem a verdade da conclusão (ou permitem sustentar um alto grau de probabilidade da conclusão ser verdadeira).
Nas nossas argumentações devemos procurar construir argumentos sólidos.


Critérios para analisar a solidez dos argumentos:

·    Os argumentos têm que ter uma ou mais premissas e uma conclusão.

·    A conclusão deve ser derivada das premissas.

·   O argumento tem que estar bem estruturado (deve estar de acordo com os princípios lógicos).

·   As premissas devem ser verdadeiras.

·   Se as premissas forem verdadeiras a conclusão não pode ser falsa (mesmo que se descubram posteriormente factos que ponham em causa a verdade da conclusão ou de alguma das premissas, no momento em que o argumento é formulado nenhuma das proposições que o compõem pode ser falsa).





quarta-feira, 22 de novembro de 2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017