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domingo, 26 de abril de 2015

Teste Modelo - O utilitarismo/ Confronto Kant - Stuart Mill/ A Política e o Direito/ A teoria da Justiça de Rawls

Grupo I

1. A teoria da Justiça de Rawls é uma versão melhorada do utilitarismo. Esta afirmação é:

(A) verdadeira, porque ao aplicar os princípios da justiça como equidade, estamos a pensar nas consequências das nossas ações;
(B) falsa, porque os princípios da justiça não podem ser relativizados ou ignorados em nome das consequências das nossas ações;
(C) verdadeira, porque o véu da ignorância permite beneficiar sempre o maior número de pessoas;
(D) falsa, porque o véu da ignorância impõe que tomemos decisões sem pensarmos nas consequências.

Texto 1
Imaginemos um mundo constituído apenas por 10 pessoas. Dados os recursos existentes, para que 6 pessoas pudessem ter uma vida dedicada exclusivamente ao estudo das ciências e das artes as outras 4 teriam que trabalhar para garantir a subsistência de todo o grupo. Se todos aceitassem viver nesse tipo de mundo, os lugares a ocupar na sociedade seriam distribuídos por sorteio. Contudo, alguns dos indivíduos estavam relutantes em aceitar essa solução e perguntavam-se se essa organização social seria eticamente aceitável. 

2. Qual será a resposta para esta pergunta de acordo com o utilitarismo?

(A) essa organização social é eticamente aceitável, porque maximiza a felicidade do maior número de pessoas;
(B) essa organização social não é eticamente aceitável, porque não maximiza a felicidade do maior número de pessoas;
(C) essa organização social é eticamente aceitável, porque dessa forma todas as pessoas cumprirão o seu dever;
(D) essa organização social não é eticamente aceitável, porque o princípio que está na sua base não é universalizável.


Texto 2
       Ficha E03

3. O 'padrão moral utilitarista' a que o texto 2 se refere:

(A) é o princípio da utilidade ou da maior felicidade e este deve ser aplicado com imparcialidade;
(B) é o princípio da imparcialidade ou da maior utilidade e este deve ser aplicado de acordo com a igualdade;
(C) é o princípio da universabilidade ou da maior utilidade e este deve ser aplicado com imparcialidade;
(D) é o princípio da universabilidade ou da maior utilidade e este deve ser aplicado com imparcialidade.

4. Segundo Rawls, os princípios da justiça por si apresentados:

(A) proíbem diferenças entre os indivíduos.
(B) são aqueles que indivíduos racionais escolheriam na posição original.
(C) asseguram a igualdade económica e social.
(D) são aqueles que os indivíduos escolheriam sem o véu de ignorância.

5. As normas jurídicas distinguem-se das normas morais, porque:


(A) as normas morais são o fundamento da vida em sociedade e as normas jurídicas dependem das preferências dos indivíduos;
(B) as normas jurídicas são escritas e obrigatórias e a sua violação é sancionada pelo Estado;
(C) as normas morais são escritas e obrigatórias e a sua violação é sancionada pela consciência moral;
(D) as normas morais não são escritas mas são obrigatórias e a sua violação é sancionada pelo Estado.

6. As éticas deontológicas:
(A) consideram que o valor moral das ações advém do carácter do agente;
(B) consideram que o valor moral das ações advém da intenção;
(C) consideram que o valor moral das ações advém das suas consequências;
(D) consideram que o valor moral das ações advém das circunstâncias.

7. De acordo com Stuart Mill o critério da moralidade é:
(A) o princípio da maior felicidade;
(B) o imperativo da maior imparcialidade;
(C) o imperativo categórico;
(D) o imperativo categórico da maior felicidade.

8. Stuart Mill defende que a ação moral é determinada:
(A) pela intenção racional de cumprir o dever moral;
(B) pelas consequências das ações quando destas puder resultar a felicidade do maior número;
(C) pela bondade da vontade de quem quer a felicidade da maioria;
(D) pelo carácter moral do agente.

9. Para Kant, o imperativo 'Age de maneira a que a máxima da tua ação se possa tornar numa lei universal', significa:
(A) a defesa do relativismo moral;
(B) que a lei moral é subbjetiva;
(C) que ao obedecer a este imperativo os seres racionais têm a certeza de que as suas ações terão boas consequências;
(D) que devemos agir sem olhar às consequências.

10. Uma das críticas apontadas à teoria de Stuar Mill é a de que:

(A) é uma ética que privilegia o dever moral;
(B) é uma ética desumana, demasiado formal e incapaz de dar conta dos dilemas morais;
(C) é uma ética que se centra exclusivamente na felicidade;
(D) é uma ética que depende demasiado das normas morais vigentes nas sociedades.

11. Na teoria de John Rawls, o conceito de «véu de ignorância»:

(A) permite conceber o estado natural do homem antes da sociedade;
(B) significa que os cidadãos estão cobertos de preconceitos;
(C) significa a posição original na história humana;
(D) permite conceber cidadãos capazes de julgar imparcialmente.

12. Segundo John Rawls, a conceção de justiça fundamenta-se na:

(A) partilha da mesma noção de bem comum por todos os cidadãos;
(B) distribuição igualitária de bens por todos os cidadãos.
(C) partilha dos mesmos princípios de justiça por todos os cidadãos.
(D) distribuição utilitarista do mérito por todos os cidadãos.

13. Em John Rawls, é condição necessária da aplicação do princípio da diferença a:
(A) igualdade equitativa de oportunidades;
(B) anulação do princípio da liberdade;
(C) igualdade de mérito e de talento;
(D) conservação dos direitos adquiridos.

Texto 3

14. Segundo Stuart Mill, o princípio da maior felicidade:

(A) aplica-se sem se olhar às consequências das ações;
(B) aplica-se tendo em conta as consequências das nossas ações para as pessoas diretamente afetadas;
(C) aplica-se tendo em conta as consequências das nossas ações para a Humanidade, tomada universalmente;
(D) aplica-se valorizando a intenção do agente.

15. O texto de Stuart Mill (texto 3) refere-se explicitamente à teoria ética de Kant, refutando-a, ao afirmar que:

(A) "quem salva um semelhante de se afogar faz o que está moralmente correto, quer o seu motivo seja o dever, ou a esperança de ser pago pelo seu incómodo";
(B) "a doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, (...), defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade";
(C) "Os autores utilitaristas defenderam em geral a superioridade dos prazeres mentais sobre os corporais;
(D) "seria absurdo que a avaliação dos prazeres dependesse apenas da quantidade.

16. Diferentemente de Kant, Stuart Mill defende que a ação ética visa:

(A) a obtenção do prazer pessoal e a promoção dos interesses individuais;
(B) o prazer em realizar a ação independentemente dos seus resultados;
(C) a promoção da maior felicidade comum;
(D) o desejo do agente de ser feliz.

17. No caso do dilema de Henrique, se o Henrique seguir o critério de moralidade do utilitarismo, deve roubar o medicamento para salvar a vida à sua mulher? 

(A) não, porque se o Henrique roubar o medicamento está a violar a lei, pondo em causa a felicidade da maioria, pois as violações da lei aumentam a dor geral;
(B) não, porque se o Henrique roubar o medicamento está a pôr em causa a obtenção dos prazeres superiores do farmacêutico;
(C) sim, porque se o Henrique roubar o medicamento está a promover a maior felicidade, uma vez que a morte e a dor a ela associada é maior comparativamente à dor do farmacêutico ao saber do roubo do medicamento;
(D) sim, porque o farmacêutico merece ser castigado pelo seu egoísmo.

18. De acordo com a teoria da justiça de John Rawls,

(A) o direito a dispormos do que ganhamos ou adquirimos é absoluto;
(B) toda e qualquer desigualdade entre os indivíduos deve ser suprimida;
(C) uma igual liberdade é suficiente para assegurar a justiça social;
(D) as desigualdades económicas são aceitáveis sob certas condições.




GRUPO II

Texto 3
Não existe sistema moral algum no qual não ocorram casos inequívocos de obrigações em
conflito. Estas são as verdadeiras dificuldades, os momentos intrincados na teoria ética e na orientação conscienciosa da conduta pessoal. São ultrapassados, na prática, com maior ou menor sucesso, segundo o intelecto e a virtude dos indivíduos; mas dificilmente pode alegar-se que alguém está menos qualificado para lidar com eles por possuir um padrão último para o qual podem ser remetidos os direitos e os deveres em conflito. Se a utilidade é a fonte última das obrigações morais, pode ser invocada para decidir entre elas quando as suas exigências são incompatíveis. Embora a aplicação do padrão possa ser difícil, é melhor do que não ter padrão algum […].
S. Mill, Utilitarismo, Lisboa, Gradiva, 2005 (adaptado)

1. Stuart Mill afirma que «a utilidade é a fonte última das obrigações morais».
Esclareça o conceito de «utilidade», integrando-o na ética de Stuart Mill.

2. Atente na primeira afirmação do texto de Stuart Mill: «Não existe sistema moral algum no qual não ocorram casos inequívocos de obrigações em conflito.»
Confronte as perspetivas de Kant e de Stuart Mill acerca da forma de resolver conflitos de obrigações.
Na sua resposta, recorra a um exemplo de conflito de obrigações.

Texto 4
O valor moral da ação não reside, portanto, no efeito que dela se espera […]. Nada senão a
representação da lei em si mesma, que em verdade só no ser racional se realiza, enquanto é ela, e não o esperado efeito, que determina a vontade, pode constituir o bem excelente a que chamamos moral, o qual se encontra já presente na própria pessoa que age segundo esta lei, mas não se deve esperar somente do efeito da ação.
I. Kant, Fundamentação da Metafísica dos CostumesLisboa, Edições 70, 1988, pp. 31-32 (adaptado)

3. Compare, a partir do texto, a perspetiva de Kant com a de Mill relativamente àquilo que determina o valor moral da ação.

_________________
Correção:

Grupo II

1.(B); 2.(A); 3.(A); 4.(B); 5.(B); 6.(C); 7.(A); 8.(B); 9.(D); 10.(C); 11.(D); 12.(C); 13.(A); 14.(B); 
15.(A); 16.(C); 17(C); 18(D).

Grupo II

1.Cenário de resposta:
A resposta integra os seguintes aspetos, ou outros considerados relevantes e adequados.
– Esclarecimento da raiz hedonista do princípio da utilidade:
• uma ação é útil quando promove a felicidade;
• a felicidade consiste no prazer e na ausência de dor;
• a obrigação moral básica é que a nossa ação, nas circunstâncias em que ocorre, maximize a felicidade
para o maior número possível de pessoas por ela afetadas;
• os interesses de todos os afetados por uma ação devem ser tidos em conta de forma imparcial.
– Explicitação da natureza consequencialista e utilitarista da ética de Stuart Mill:
• o princípio da utilidade é o único critério em que se baseia a avaliação moral de uma ação;
• o valor moral de uma ação depende das suas consequências (são moralmente boas as ações que têm as melhores consequências possíveis).


 2.

3. Cenário de resposta:
A resposta integra os seguintes aspetos, ou outros considerados relevantes e adequados.
–– Caracterização do conceito de dever moral absoluto: os deveres morais absolutos são obrigações que devem ser sempre cumpridas.
–– Explicitação do imperativo categórico como obrigação moral absoluta, em Kant: o imperativo categórico exige conformidade da máxima da ação com a universalidade da lei; não admite situações em que seja aceitável violar a lei moral, impondo, portanto, deveres morais absolutos.
–– Explicitação do princípio de utilidade, em Stuart Mill: o princípio de utilidade exige que das nossas ações resulte a maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas; admite situações em que violar uma regra é aceitável, pelo que não há deveres morais absolutos, exceto a própria procura da felicidade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Os valores Ético-Políticos - Plano de estudo

Pintura de Wolfgang Lettl

Já foi adicionada a ficha sobre a ética deontológica de Kant para os alunos que tiveram negativa no teste 4 - para abrir clique aqui.


II.3.1. A dimensão ético-política - Análise e compreensão da experiência convivencial

3.1.1. Intenção ética e norma moral


O que é a Ética?

O que é a Moral?

A distinção entre Moral e Ética

A Moral e a Ética - introdução à ética.

A ética e a moral (síntese)

A natureza das normas morais

O relativismo moral - ficha prática

O que é o relativismo moral ?

As contradições do relativismo moral

3.1.2. A dimensão pessoal e social da ética

A Pessoa como agente moral ou sujeito ético

A autonomia e a heteronomia

A Razão como critério valorativo

A Razão (consciência moral) como critério de deliberação moral /A ética como uma fundamentação racional da moral

3.1.3.  A necessidade de fundamentação da moral:  análise comparativa de duas perspectivas

A ética deontológica de Kant (apresentação) - Esta apresentação deve ser explorada conjuntamente com a seguinte: Os dilemas do agulheiro e do cirurgião

As teorias éticas de Kant e Suart Mill

A ética deontológica de Kant

A ética de Kant: uma moral do dever

A ética deontológica de Kant - Ficha formativa (Ficha valores éticos 03)

A diferença entre Imperativo Categórico e imperativo(s) hipotético(s) 

A dignidade da Pessoa segundo Kant

Segundo Kant, por que razão a moralidade é imposta a cada ser humano de forma categórica?

A ética utilitarista (teleológica / consequencialista) de Stuart Mill

Kant e Stuart Mill - Questões de exame

Stuart Mill: qual o critério de moralidade?

Kant: qual o critério de moralidade?

Críticas (objeções) à ética deontológica de Kant


Críticas (objeções) ao Utilitarismo


3.1.4. Ética, Direito e Política

Filme: O Rapaz de Pijama às Riscas

Auschwitz - 70 anos depois

A natureza das Normas Jurídicas

O Problema da Justiça

O Problema da justificação do Estado


A desobediência civil

Liberdade e Justiça Social - Origem e justificação do Estado. Aristóteles, Locke e Rawls.


A Teoria da Justiça de Rawls


A Teoria de Rawls e a Teoria Utilitarista


A teoria da justiça de Rawls e a teoria ética deontológica de Kant

Críticas (objeções) à Teoria de Rawls



__________

Objetivos:
                   
2. Definir o conceito de ética;                
20. Definir o utilitarismo;
26. Problematizar a relação entre a Ética e a Política;
27. Definir o Direito; 
28. Compreender a natureza das normas jurídicas;
29. Distinguir as normas morais das normas jurídicas;
30. Definir o conceito de justiça;
31. Explorar o problema da justiça;
32. Analisar as limitações do igualitarismo;
32. Compreender o problema da origem do Estado e da sua legitimação;
26. Analisar a teoria política de Aristóteles: as origens naturais da Pólis e a sua relação com o bem comum - o homem como animal político;
27. Explicitar a teoria contratualista de Locke: o Estado de Natureza e o Estado Civil;
28. Compreender as funções do Contrato Social;
29. Explicar a teoria da justiça como equidade (J. Rawls);




Fichas (para download):

Trabalho cooperativo:


Ficha valores éticos 01 - A Moral e a Ética

Ficha valores éticos 02 - O relativismo moral.

O que é o relativismo moral? - Texto de apoio.

As contradições do relativismo moral - Texto de apoio.


Ficha valores éticos 03 - teórica - A ética deontológica de Kant

Ficha valores éticos 03 - prática - A ética deontológica de Kant


Trabalho individual:

Ficha E01 - A Pessoa como agente moral ou sujeito ético.

Ficha E02 - A ética deontológica de Kant - Ficha para os alunos que tiveram negativa no teste 4.

Ficha E03 - O Utilitarismo.

Ficha P01 - Interpretação do filme 'O Rapaz de Pijama às Riscas'. O Direito. As normas morais e as normas jurídicas.

Ficha P02 - A Teoria da Justiça de Rawls.

Ficha P03 - Rawls e o utilitarismo.

Ficha P04 - Rawls e a teoria deontológica de Kant.

_________________

Teste 4 - Matriz

TESTE MODELO SOBRE OS VALORES ÉTICOS

TESTE 4 - 10º D

TESTE 4 - 10º D - Correção

Teste 5 - Matriz


TESTE MODELO DE PREPARAÇÃO DO TESTE 5

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A ética utilitarista (consequencialista) de Stuart Mill

Xetobyte


Utilitarismo
O utilitarismo enquanto teoria teleológica tem como critério de avaliação dos actos os seus efeitos. O valor moral do agir está assim relacionado com as consequências, devendo-se procurar qual a finalidade intrínseca da acção para se avaliar a sua qualidade ética. É uma ética consequencialista.

John Stuart Mill apresenta como princípio da utilidade o princípio da maior felicidade, considerando-o como o fundamento da teoria ética normativa. Assim o agir será eticamente correcto se proporcionam felicidade ou ausência de sofrimento, sendo deste modo considerados menos éticos os comportamentos geradores de sofrimento ou de menos felicidade. Mais, o agir humano deverá procurar sempre a maximização dos benefícios ou do bem-estar do maior número de pessoas, ou pelo menos a redução dos inconvenientes, apresentando como uma certeza o facto de que todas as pessoas desejam viver em unidade e harmonia com a própria natureza do ser humano, enfatizando sentimentos de solidariedade em virtude da universalidade do género humano.


Existem, contudo, diferentes interpretações quanto ao entendimento do que é considerado bom na perspectiva utilitarista. Jeremy Bentham identifica a felicidade com o prazer (perspectiva hedonista) e neste sentido o agir correctamente está condicionado pelo facto de proporcionar ou não prazer. Mill por seu lado atende que existem outros valores para além do prazer, como a amizade, a saúde ou a coragem, aceitando também que o prazer pode ser diferenciado qualitativamente, dando mais importância aos prazeres intelectuais e morais do que meramente sensoriais, ou seja aos prazeres do espírito considerados prazeres superiores.

Actualmente a perspectiva utilitarista é visível nas decisões que têm por base a análise custo-benefício, sento o comportamento eticamente correcto se o número de benefícios causados for superior aos custos originados por esse comportamento. O utilitarismo não hesitará em violar uma regra moral para tentar obter um grande bem para um grande número de pessoas, justificando deste modo os meios com os fins, para além do facto, o que é aliás uma das críticas feitas a esta teoria, aparentemente não ter qualquer preocupação com a minorias, importando apenas a maximizar o bem para o maior número de pessoas possível.

A teoria ética utilitarista de mill from Luis De Sousa Rodrigues

Os prazeres superiores e os prazeres inferiores

Mill tem uma perspectiva hedonista de felicidade. Segundo esta perspectiva, a felicidade consiste no prazer e na ausência de dor. O prazer pode ser mais ou menos intenso e mais ou menos duradouro. Mas a novidade de Mill está em dizer que há prazeres superiores e inferiores, o que significa que há prazeres intrinsecamente melhores do que outros. Mas o que quer isto dizer? Simplesmente que há prazeres que têm mais valor do que outros devido à sua natureza. Mill defende que os tipos de prazer que têm mais valor são os prazeres do pensamento, sentimento e imaginação; tais prazeres resultam da experiência de apreciar a beleza, a verdade, o amor, a liberdade, o conhecimento, a criação artística. Qualquer prazer destes terá mais valor e fará as pessoas mais felizes do que a maior quantidade imaginável de prazeres inferiores. Quais são os prazeres inferiores? Os prazeres ligados às necessidades físicas, como beber, comer e sexo.

Diz-se que o hedonismo de Mill é sofisticado por ter em conta a qualidade dos prazeres na promoção da felicidade para o maior número; a consequência disso é deixar em segundo plano a ideia de que o prazer é algo que tem uma quantidade que se pode medir meramente em termos de duração e intensidade. É a qualidade do prazer que é relevante e decisiva. Daí Mill dizer que é preferível ser um "Sócrates insatisfeito a um tolo satisfeito". Sócrates é capaz de prazeres elevados e prazeres baixos e escolheu os primeiros; o tolo só é capaz de prazeres baixos e está limitado a uma vida sem qualidade. Mas será que é realmente preferível ser um "Sócrates insatisfeito"? Mill afirma que, se fizéssemos a pergunta às pessoas com experiência destes dois tipos de prazer, elas responderiam que os prazeres elevados produzem mais felicidade que os prazeres baixos. Todas fariam a escolha de Sócrates.

Há filósofos que consideram a distinção entre prazeres inferiores e superiores incompatível com o hedonismo. Se, como afirma o hedonismo, uma experiência vale mais do que outra apenas em virtude de ser mais aprazível, ao aumentarmos progressivamente a aprazibilidade do prazer inferior, chegaremos a um ponto em que este pesará mais do que um prazer superior na balança dos prazeres; e nesse caso, se quisermos manter o hedonismo, a distinção entre prazeres inferiores e superiores deixará de fazer sentido e terá de ser abandonada. Convido-te a imaginar que resposta poderá ser dada a esta objecção em defesa da ética de Mill.

sábado, 3 de maio de 2014

Ficha Formativa - O utilitarismo de Stuart Mill

Grupo I
As questões deste grupo são da autoria de Luís Rodrigues

1. O consequencialismo é uma perspectiva ética que:
a) Se baseia no princípio de utilidade;
b)Defende que as consequências da acção e o tipo de acção que realizamos são igualmente importantes para avaliar a correcção moral de uma acção;
c)Defende que uma acção é moralmente boa se as boas consequências para a maioria superam as más;
d) Afirma que devemos fazer o que maximize as boas consequências de uma acção, ou seja, devemos realizar a acção que tem melhores consequências do que a acção alternativa.

2. Acerca do consequencialismo podemos dizer que:
a) O consequencialismo é sinónimo de utilitarismo;
b) O consequencialismo é sinónimo de egoísmo;
c) Há várias formas de consequencialismo;
d)É uma perspectiva ética que coloca o cumprimento do dever – das normas morais comuns – acima de tudo.

3. Segundo a perspectiva consequencialista,
a)Devemos agir de modo a que as nossas acções produzam os melhores resultados possíveis;
b) Devemos agir de modo a que as nossas acções produzam os melhores resultados possíveis para nós;
c) Devemos agir de modo a que as nossas acções produzam os melhores resultados possíveis para toda a gente;
d) Devemos agir de modo a que as nossas acções produzam os melhores resultados possíveis para a generalidade das pessoas por elas afectadas.

4. O utilitarismo é:
a) Um conjunto de normas morais;
b) Uma teoria ética não – consequencialista;
c) Uma teoria ética que dá especial relevo ao valor extrínseco das acções.;
d) Uma teoria ética que dá especial relevo ao valor intrínseco das acções.

5. O egoísmo ético e o utilitarismo distinguem – se porque:
a) O egoísmo ético preocupa – se com as consequências positivas e negativas de uma acção; o utilitarismo com as consequências positivas de uma acção;
b) Diferenciam – se a respeito de quem deve beneficiar com as consequências positivas de uma acção;
c) Um egoísta ético afirma que devemos agir em vista do nosso próprio bem enquanto um utilitarista defende que devemos ter em vista o bem de todos os que são afectados pelos nossos actos ou que sentirão os efeitos resultantes do que fazemos;
d)Defendem de modo diferente o bem comum.

6. Segundo o utilitarismo:
a) Temos o dever de dizer a verdade;
b) Não temos nunca o dever de dizer a verdade;
c)Temos o dever de dizer a verdade se daí resultarem mais benefícios do que prejuízos;
d) Temos o dever de dizer a verdade desde que desse acto resultem boas consequências.

7. Segundo o utilitarismo:
a) Devemos realizar as acções que promovam o maior bem para o maior número de pessoas nossas amigas;
b) Devemos realizar as acções que promovam o respeito pelo dever;
c) A correcção ou incorrecção moral de um acto é, em geral, relativa à situação ou às circunstâncias;
d) Há normas morais que não admitem excepções.

8. A ética utilitarista é uma teoria:
a) Teleológica;
b) Que considera que o certo e o errado dependem do resultado visado por uma acção;
c)Que considera que há acções correctas ou erradas em si mesmas;
d)Para a qual as consequências das nossas acções são irrelevantes como critério da sua correcção ou incorrecção moral.

9. A ética utilitarista é uma teoria:
a) Hedonista porque entende que o fim último das actividades humanas é a felicidade;
b)Hedonista porque entende que o fim último das actividades humanas é a felicidade entendida como prazer ou ausência de dor e sofrimento;
c)Que considera que o prazer é um meio para atingir a perfeição moral;
d)Que valoriza as qualidades que constituem o carácter de uma pessoa.

10. Na perspectiva utilitarista uma acção que procura criar felicidade mas produz mais infelicidade do que acções alternativas é uma acção:
a) Moralmente correcta;
b)Moralmente incorrecta;
c)Moralmente permissível;
d)Uma acção boa em si mesma.

11. É completamente coerente com a doutrina utilitarista defender a moralidade da escravatura. Esta afirmação é:
a) Falsa porque segundo o utilitarismo a escravatura viola direitos humanos fundamentais;
b) Verdadeiro porque o sofrimento de uma minoria tem como contraponto o bem – estar da maioria.
c)Falsa porque a defesa da escravatura viola o princípio de utilidade - a crença de que o bem é a felicidade para o maior número possível de pessoas;
d)Verdadeira porque Mill era partidário da escravatura.

12. O utilitarismo avalia a moralidade dos actos baseado no seguinte princípio:
a) Uma acção é moralmente correcta quando ela tem consequências boas para o agente que a realiza, independentemente do que ela possa trazer para as outras pessoas.
b) Uma acção é moralmente correcta quando produz um bem maior para os outros, independentemente do bem ou mal que ela possa trazer para o agente que a realiza.
c) Uma acção é moralmente correcta quando com ela se trata as outras pessoas também como fins em si mesmos.
d) Uma acção moralmente correcta é a que produz maior prazer (bem) e/ou menor sofrimento (mal) para a maioria.

13. Segundo o utilitarismo, mentir é sempre errado. Esta afirmação é:
a)Falsa porque a mentira é má em algumas circunstâncias e boa em outras, dependendo das suas consequências;
b)Verdadeira porque se essa regra existe há séculos deve – o ao facto de ser útil e se é útil deve ser sempre cumprida;
c)Falsa porque o utilitarismo não dá a mínima importância às regras e princípios morais;
d)Verdadeira porque há deveres absolutos.

14. Para o utilitarismo, a felicidade é o bem fundamental e identifica – se com o prazer. Acerca do prazer, Mill afirma que:
a)Preferimos a experiência de um prazer superior a qualquer quantidade de prazeres inferiores;
b)Preferimos os prazeres mais intensos;
c) A diferença entre dois prazeres é quantitativa;
d)A quantidade de prazer é o único factor que conta na nossa felicidade e na felicidade geral.

15. O princípio utilitário – o princípio da maior felicidade,
a) Proíbe – nos de prejudicar os outros em nome da nossa própria felicidade;
b) Proíbe – nos sempre de prejudicar alguém em nome da felicidade geral;
c)Proíbe – nos que pensemos na nossa felicidade quando se trata de avaliar as eventuais consequências das nossas acções;
d)Permite que a preocupação com a nossa felicidade seja tida em conta na avaliação das eventuais consequências de uma acção mas proíbe que lhe dêmos mais importância do que à felicidade dos outros:

16. Segundo Mill,
a)A violação das normas morais estabelecidas numa sociedade é sempre errada sejam quais forem as consequências;
b) A violação das normas morais estabelecidas numa sociedade nunca é errada porque o que importa é cumprir o princípio utilitário;
c) A violação das normas morais estabelecidas numa sociedade é umas vezes errada e outras vezes correcta dependendo das consequências.
d) A violação das normas morais estabelecidas numa sociedade deve ser permitida em nome da felicidade pessoal.

17. O utilitarismo é uma teoria ética que:
a)Rejeita todas as regras da moral convencional e só aceita o princípio de utilidade;
b)Considera que em muitos casos respeitar as regras morais convencionais é, em termos globais, mais benéfico do que prejudicial;
c)Defende que não devemos seguir cegamente as normas morais estabelecidas;
d)Nas nossas decisões devemos ser guiados pelo princípio de utilidade e não simplesmente pelas regras da moral convencional ou pelo que é costume fazer.

18. Segundo o utilitarismo,
a)Roubar é, em geral, errado;
b)Roubar é sempre errado;
c)Roubar a arma de um maníaco homicida é um acto moralmente correcto;
d)Roubar é correcto desde que seja benéfico para quem rouba.

19. Mill rejeita uma estimativa quantitativa do prazer porque:
a)A felicidade é incompatível com os prazeres inferiores como os da comida, da bebida e do sexo;
b)Os prazeres inferiores são exclusivos dos animais não – humanos;
c)Os seres humanos apesar de terem experiência de prazeres inferiores tal como os outros animais são capazes de outros prazeres que estão fora do alcance de outros seres sencientes;
d)Só a diferença entre prazeres superiores e prazeres inferiores permite compreender o carácter distintivo da procura humana da felicidade.

20. Para um utilitarista a moralidade consiste em:
a) Agradar a Deus cumprindo os seus mandamentos;
b)Cumprir regras abstractas;
c) Criar no mundo o melhor estado de coisas possível através dos nossos actos;
d)Maximizar o bem não só para nós mas para as pessoas do grupo sócio – cultural a que pertencemos.

21. O utilitarismo de Mill enfrenta, entre outras, a seguinte objecção:
a)Maximiza a quantidade do prazer sem ter em conta a qualidade dos prazeres que são maximizados.
b) Há acções que não têm consequências
c)Nem sempre a acção moralmente correcta é a que produz o melhor estado de coisas.
d)Que a felicidade seja uma coisa desejável.

22. Segundo o utilitarismo de Mill roubar é errado:
a)Porque é um acto errado em si mesmo.
b) Porque torna infeliz a vítima.
c) Porque pode levar outras pessoas a imitar o acto do ladrão.
d)Porque é um acto absolutamente proibido.

23. Segundo o utilitarismo de Mill roubar:
a)É um acto errado em si mesmo.
b)É a infracção de um dever absoluto.
c)É um acto que em alguns casos pode ser justificado.
d)É um acto que nunca está de acordo com o princípio de utilidade.

24. Segundo Mill, uma acção correcta é a que conduz:
a) À felicidade ou bem – estar de quem a praticou.
b) À felicidade das pessoas de quem o agente gosta.
c) À felicidade geral mas não à do autor da acção.
d) À maior felicidade possível para todos os envolvidos, incluindo o autor da acção.



Grupo II
Analise a seguinte apresentação:


O Agulheiro from Paulo Gomes

1. Tendo em conta a perspectiva utilitarista de Stuart Mill, que decisão deverá tomar o agulheiro? Justifique a sua resposta.

2. É aceitável, com base no utilitarismo, que o cirurgião sacrifique a vida da Joana para salvar os outros pacientes? Porquê?
Pode encontrar-se uma resposta para esta questão aqui.

Grupo III
As questões deste grupo são da autoria de Luís Rodrigues


QUESTÕES SOBRE TEXTOS ÉTICOS DE STUART – MILL

1. Leia o seguinte texto e responda às questões:
«Não é um defeito de qualquer credo (teoria moral), pois isso resulta da natureza complicada dos assuntos humanos, que as regras de conduta não possam ser concebidas de modo a não requerer excepções e que dificilmente qualquer espécie de acção possa ser estabelecida seguramente como ou sempre obrigatória ou sempre condenável. (…) Se a utilidade é a fonte última das obrigações morais, então pode ser invocada para decidir entre elas quando as suas exigências são incompatíveis. Embora a aplicação do padrão possa ser difícil, é melhor tê-lo do que não ter nenhum (…)»
Mill, Utilitarismo, 1861,pp 69-72

1.1.Segundo Kant certos deveres são absolutos e por isso as acções que os violam não devem nunca ser realizadas. A partir deste texto pensa que Mill está de acordo? Justifique.

1.2.Neste texto Mill estabelece uma relação entre as regras de conduta (as normas morais comuns) e o princípio de utilidade. Por que razão pode concluir da leitura do texto que as normas morais comuns são regras subordinadas?

1.3.Apresente uma objecção à teoria utilitarista.

2. Considere o texto seguinte:
O motivo nada tem a ver com a moralidade da acção, embora tenha muito a ver com o valor do agente. Quem salva um semelhante de se afogar faz o que está moralmente correcto, quer o seu motivo seja o dever, ou a esperança de ser pago pelo seu incómodo; quem trai a confiança de um amigo, é culpado de um crime, ainda que o seu objectivo seja servir outro amigo para com o qual tem deveres ainda maiores. […]
[…] A felicidade que constitui o padrão utilitarista do que está correcto na conduta não é a própria felicidade do agente, mas a de todos os envolvidos — algo que os críticos do utilitarismo raramente fazem a justiça de reconhecer. O utilitarismo exige que o agente seja tão estritamente imparcial entre a sua própria felicidade e a dos outros como um espectador desinteressado e benevolente. […]
Um ser com faculdades superiores precisa de mais para ser feliz, é provavelmente capaz de sofrimento mais acentuado, e certamente está a ele exposto com mais frequência, do que um ser de tipo inferior; mas, apesar de todas estas desvantagens, não pode nunca desejar realmente afundar-se no que sente ser um nível inferior de existência. […] É melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco satisfeito;

2.1.Enuncie as teses características do utilitarismo presentes no texto.
2.2. Apresente uma objecção à teoria utilitarista.

3. Considere o texto seguinte:
A doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade, defende que as acções são correctas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorrectas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade. Por felicidade entendemos o prazer, e a ausência de dor; por infelicidade, a dor, e a privação de prazer. Para dar uma perspectiva clara do padrão moral estabelecido pela teoria é preciso dizer muito mais; em particular, que coisas se inclui nas ideias de dor e prazer; e até que ponto isto é deixado como questão em aberto. Mas estas explicações suplementares não afectam a teoria da vida na qual esta teoria da moralidade se baseia — nomeadamente, que o prazer, e a ausência de dor, são as únicas coisas desejáveis como fins; e que todas as coisas desejáveis (que são tão numerosas no esquema utilitarista como em qualquer outro) são desejáveis ou pelo prazer inerente a si mesmas, ou como meios para a promoção do prazer e a prevenção da dor.

3.1.Enuncie as teses características do utilitarismo presentes no texto.

sábado, 25 de abril de 2015

Teste 5 - Matriz

Nota: neste teste é obrigatório o uso de folha de teste.
Seja original e crítico nas suas respostas.
Deve desenvolver as suas respostas!

NOVO: 
TESTE MODELO DE PREPARAÇÃO DO TESTE 5

TESTE 4 - 10º D

TESTE 4 - 10º D - Correção

Esclarecimento de dúvidas por email
(até 24 horas antes do teste - deve indicar o nome, nº. e turma)

Objectivos / Conteúdos:

1. Caracterizar a filosofia a partir das suas principais características: radicalidade; autonomia; historicidade e universalidade;
2. Identificar os diversos elementos constitutivos da ação (os conceitos da ‘rede conceptual da ação’);
3. Definir e relacionar os conceitos de agente, motivo, intenção e consequências (da ação);
4. Distinguir atos voluntários e involuntários
5. Caracterizar os valores tendo em conta as suas principais características: matéria, polaridade e hierarquia;
6. Explicar a valoração e os critérios valorativos, tendo em conta a bússola dos valores;
7. Analisar conflitos de valores/ Definir o conceito de conflito de valores;
8. Reconhecer a importância da Razão como critério valorativo;
9. Definir o conceito de moral;
10. Definir o conceito de ética;              
11. Distinguir a ética da moral;
12. Compreender a natureza das normas morais;
13. Usar a Razão como critério de deliberação moral na análise ética de situações;
14. Definir o relativismo moral;
15. Compreender que o relativismo moral é eticamente insustentável;
16. Compreender a ética como uma fundamentação racional da ação moral;
17. Definir e distinguir a ética deontológica e a ética teleológica;
18. Compreender a ética deontológica de Kant;
19. Compreender o imperativo categórico como critério moral racional;
20. Compreender a universalização (universalizibilidade) como a base de aplicação do imperativo categórico;
21. Reconhecer e aplicar as duas versões do imperativo categórico;
22. Distinguir entre autonomia e heteronomia;
23. Compreender a pessoa como fim em si mesmo;
24. Distinguir entre preço e dignidade (entre coisa e pessoa);
25. Distinguir agir por dever e agir conforme ao (ou em conformidade com) o dever;
26. Analisar criticamente a ética deontológica de Kant, atendendo às suas possíveis limitações;
30. Explicitar as principais objeções de Rawls ao utilitarismo;
31. Interpretar o filme 'O Rapaz de Pijama às Riscas'.
32. Definir o Direito;
33. Compreender a natureza das normas jurídicas;
34. Distinguir as normas morais das normas jurídicas;
35. Definir o conceito de justiça;
36. Explorar o problema da justiça;
37. Explorar o problema da justificação do Estado;
45. Colocar problemas de forma pertinente;
56. Identificar problemas, teses e argumentos;
57. Construir argumentações sólidas.
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Verificação da aprendizagem





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Recursos:



TESTE MODELO DE PREPARAÇÃO DO TESTE 5




Vídeos:



A ética deontológica de Kant:









Rawls - os princípios da justiça e o véu da ignorância:







Mapas conceptuais:
(Clicar nas imagens para aumentar)